O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que vai financiar pessoalmente os anúncios da sua campanha, após a polémica gerada pela divulgação de um anúncio pago com dinheiro público.

“A esquerda radical está descontente com o facto de eu estar a veicular anúncios, que considero uma promoção positiva para a nossa grande América, e de os estar a financiar com dinheiro americano”, escreveu Trump nas redes sociais.

“Decidi (…) financiá-los eu próprio, bem como com o dinheiro que recolhi para a MAGA Inc.“, a sua organização de financiamento de campanhas, afirmou.

Na semana passada, o Presidente republicano foi acusado pela oposição de fazer “propaganda ilegal” depois de ter sido transmitido um anúncio televisivo a promover as suas ações, financiado com dinheiro público, apenas algumas semanas antes das eleições intercalares (de meio de mandato), que se realizam em novembro.

Donald Trump apareceu num curto vídeo, a preto e branco, que, segundo os meios de comunicação norte-americanos, foi transmitido durante jogos de futebol americano.

O anúncio mostrava-o com uma expressão séria, a caminhar silenciosamente por um corredor, de frente para a câmara, enquanto em segundo plano eram reproduzidos excertos de discursos, nos quais atacava “belicistas, comunistas e globalistas”.

No final desse vídeo de 30 segundos, que começava com as palavras “Esta é a batalha final”, aparecia uma legenda na parte inferior do ecrã a referir “pago pelo Governo dos EUA”.

Poucas semanas antes das eleições intercalares nos EUA, a oposição denunciou o vídeo como “propaganda” e uma prática “ilegal”.

A Casa Branca afirmou, no entanto, que não se tratava de propaganda política, cujo financiamento é estritamente regulado, mas sim de um “anúncio de utilidade pública”, como o Governo tem o direito de transmitir, e de um vídeo “educativo e patriótico”.

Um responsável norte-americano acrescentou que Donald Trump “não é candidato” nas eleições intercalares e considerou que o vídeo “não incitava a qualquer ação”.

O milionário, de 80 anos, instou recentemente os eleitores a fingir que o seu nome está no boletim de voto das eleições intercalares de 03 de novembro, uma atitude vista por analistas como um movimento de alto risco que pode custar aos republicanos o controlo do Congresso, já que transforma a votação num referendo direto à sua figura e administração.