Restaurantes

Estará a sardinha boa, bela e fresquinha?

Em Lisboa, junho é mês de bailaricos, manjericos e sardinhas a saltar para a grelha. Mas já estarão elas em boa forma? Perguntámos a cinco casas que as servem diariamente. As opiniões dividem-se.

Estamos na época do ano em que as sardinhas começam a saltar para os grelhadores.

Artur Machado / Global Imagens

“Sardinhas? Já estamos a servi-las há que tempos.” A resposta pronta dos responsáveis do Páteo 13 (Calçadinha de Santo Estêvão, 13. 21 888 2325) não deixa margem para dúvidas. Esta casa de Alfama é, de facto, uma das catedrais lisboetas da sardinha assada, muito por culpa de um grelhador competente, colocado no exterior, e que, durante este mês, rivaliza diretamente com os dos inúmeros arraiais vizinhos que emprestam ao bairro um aroma muito próprio. Aqui, a qualidade do produto não é posta em causa: “a sardinha fresca já está boa, os clientes têm gostado”. Custa 7,50€ com batatas, a salada paga-se à parte.

Já na quase cinquentenária — existe desde 1966 — Marítima de Xabregas (Rua da Manutenção, 40. 21 868 2235), outra casa conhecida pela frescura do peixe que exibe e serve, a reacção é diferente. “Temos tido mas não está grande coisa”, confessam. Caso para esperar ou desesperar? A primeira opção parece a mais recomendável. “Temos esperança que melhore nas próximas semanas”, dizem. A dose, generosa, paga-se a 10,50€ com direito a batata e salada.

Não muito longe, no Maçã Verde (Rua dos Caminhos de Ferro, 84. 21 886 8780), um dos melhores restaurantes de grelhados na zona de Santa Apolónia, garantem que a qualidade da sardinha melhorou muito “desde a última semana”. Por isso, têm-na agora como opção da carta todos os dias. “Ainda hoje trouxemos três caixas delas e está muito boa”, contam. A dose, com acompanhamento — batata e salada — vale 7,50€.

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Cenário muito habitual nas ruas de Lisboa desde o início do mês. (foto: António Cotrim / LUSA)

Para os lados de Alcântara, a opinião sobre o bicho não é tão positiva. Não o é, primeiro, na castiça Toscana Casa de Pasto (Rua do Sacramento a Alcântara, 72-76. 21 396 8633), casa conhecida tanto pela frescura da matéria-prima como pelo dialeto inventado pelo antigo proprietário: à montra do peixe chamam-lhe confessionário, tanto as doses como as mesas são sempre a multiplicar por dez e as batatas não são a murro mas sim à Sá Pinto. Entre muitos outros exemplos. “Boa, mesmo boa só deve estar lá para Agosto”, dizem. Por enquanto vão-se servindo e comendo, a 10€ a dose.

Do outro lado da linha de comboio, junto ao rio, fica o Último Porto (Estação Marítima da Rocha do Conde de Óbidos. 21 397 9498). Nesta casa tão discreta como concorrida, frequentada sobretudo por quem gosta e percebe de peixe, a sardinha (10,50€ a dose, com acompanhamento) já está a ser servida “há algum tempo”. Mas os responsáveis ainda não estão plenamente satisfeitos com a respetiva qualidade. “Sabe, gosto muito de sardinhas e posso dizer-lhe que este ano ela ainda não está no ponto. Come-se, mas ainda tem de melhorar muito.”

Resumindo, as opiniões dividem-se, mas a tradição vai-se cumprindo. E apesar da drástica redução da quota de pesca, os preços, para já, têm-se mantido mais ou menos semelhantes aos de outros anos. Com o passar das semanas é provável que a sardinha se deixe capturar cada vez mais gorda e, consequentemente, mais saborosa. Nada como ir experimentando.

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