O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, elogiou os dois candidatos à presidência do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem e o espanhol Luis de Guindos, mas afirmou que a Europa tem “um certo compromisso” com Espanha.

Em conferência de imprensa no Luxemburgo, Schäuble afirmou que na quinta-feira, os ministros das Finanças da zona euro decidiram por unanimidade adiar para julho a eleição do próximo presidente devido à “fase crítica” das negociações com a Grécia.

“Temos duas candidaturas. Não é segredo que há um ano em conferência de imprensa se disse que alguns chefes de Estado e de Governo defendiam que a par da distribuição de cargos de presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, também devia haver acordo para a próxima presidência do Eurogrupo quando acabar o atual mandato, a 21 de julho”, disse o ministro alemão.

O atual presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, candidatou-se a um segundo mandato e é “sem dúvida um bom presidente do Eurogrupo”, disse Schäuble, recordando que há dois anos e meio o apoiou e nunca se arrependeu.

“Jeroen é muito bom candidato, não há dúvida. Temos a feliz situação de ter dois candidatos muito bons, mas também ficamos numa situação que não é cómoda”, disse o ministro, depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter manifestado no ano passado apoio ao candidato espanhol.

“Sim, creio que temos um certo compromisso também em relação a Espanha” na repartição de cargos, afirmou.

Na sua conferência de imprensa, no final de uma reunião de ministros da União Europeia, o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, garantiu que não falou com os seus homólogos dessa questão.

“Não falei com ninguém da presidência do Eurogrupo. Isso foi adiado e estou de acordo, parece-me o mais razoável tendo em conta a situação atual”, referiu, acrescentando que a “humildade é fundamental”.