A Liga Árabe colocou-se ao lado do Qatar e considerou que está ser feita uma “campanha de ódio” contra o país que deverá organizar o Mundial 2022, sobretudo desde a divulgação do escândalo de corrupção na FIFA.

Em comunicado, a organização, que junta 22 estados árabes, expressa total apoio ao Qatar, “o primeiro país árabe a acolher um Mundial”, tal como já fizeram o Conselho de Cooperação do Golfo e a Organização de Cooperação Islâmica. A Liga Árabe considera mesmo que “há uma campanha de ódio (…) que tenta colocar em causa o direito de o Qatar acolher o Mundial de 2022”.

A atribuição dos Mundiais de futebol de 2018 e 2022, à Rússia e ao Qatar, respetivamente, tem vindo a ser questionada publicamente desde o final de maio devido ao escândalo de alegada corrupção que envolve a ‘cúpula’ da FIFA.

O escândalo começou depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter indiciado nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar. No início de junho, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) reiterou o seu apoio à organização do Mundial 2022.