A China confirmou esta terça-feira o compromisso em limitar as suas emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2030, como contribuição para as conversas climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), a ser realizada em dezembro, em Paris.

Maior poluidor mundial, “a China estabeleceu 2030, como meta para atingir o pico das emissões de CO2”, diz-se num comunicado emitido pela delegação que acompanha o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que está de visita a França.

Pequim também pretende “aumentar a quota de combustíveis não-fósseis, no consumo energético primário, para cerca de 20%”.

Ainda de acordo com a delegação chinesa em Paris, o país planeia “aumentar a (sua) área florestal em cerca de 4,5 mil milhões de metros cúbicos, em relação a 2005”.

No documento emitido hoje revelam-se as metas já publicadas por Pequim em novembro passado, num comunicado conjunto com os Estados Unidos.

Na altura, as autoridades chinesas foram alvo de críticas, pela imprecisão do termo então usado — “cerca de 2030” -, na data apontada para atingir o pico na emissão de CO2.

Alguns analistas interpretaram as palavras chinesas como uma tentativa de continuar a aumentar as emissões nos próximos 16 ou 17 anos, ou por um período mais longo.

“A China coloca todos os esforços na luta contra as alterações climáticas” e “assume a responsabilidade em participar da governação mundial, e promover o desenvolvimento comum da humanidade”, argumentou Li Keqiang, citado no comunicado.