A historiadora, escritora e ex-jornalista Manuela Gonzaga vai entrar na corrida para Belém com o apoio do Partido PAN – Pessoas-Animais-Natureza, prometendo “dar voz aos que já não a têm ou nunca a tiveram” e sob o lema “liberdade incondicional” para todos.

“Foi em maio de 2015 que comecei a interiorizar a candidatura à mais alta magistratura de Portugal, que, e por imperativos de cidadania, agora torno pública, considerando que faz todo o sentido erguer a minha voz não-alinhada para dar voz aos que já não a têm ou nunca a tiveram. E a quem já nem resta o alívio de um grito de revolta”, lê-se no seu manifesto.

A candidatura vai ser apresentada na próxima segunda-feira, a 10 de agosto, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde a também escritora e ex-jornalista é investigadora, especificamente no Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar.

A mãe de quatro filhos, natural do Porto, mas que viveu também em Moçambique e Angola, quer dar “uma voz a quem precisa”, manifestando-se contra “a brutal ditadura económica, sem rosto, sem precedentes nem limites, que tem vindo massificar os quotidianos da Humanidade, e, de uma forma galopante, a asfixiar a vida de todos”.