Pela visão ideológica que tenho para o meu país, talvez tivesse dificuldade em apoiar uma solução governativa com António José Seguro como Primeiro-Ministro.  Apesar e a par disso, desde os primeiros dias em que se falou de presidenciais que considerei Seguro um excelente candidato presidencial. O tempo deu-lhe razão em várias coisas. A sua ética impoluta, a visão humanista e dialogante da democracia que ele sempre demonstrou como ator político mostram que precisamos dele, neste tempo e neste contexto social. O que esperamos de um primeiro-ministro, não pode ser o mesmo do que um presidente da república, a sobreposição de perceção das funções leva-nos a cometer graves erros de análise e de funcionamento da democracia.

Atrevo-me a dizer que o Professor que também é produtor de vinho, o jovem dirigente associativo e o jovem jornalista, o empresário e o pai são todas experiências e fases da vida que ditam que o seu país precisa dele, mais do que nunca. A sua personalidade, história e experiência ditam a pertinência de avançar agora, apesar do sectarismo e ataques de elites puritanas que não sabem (ou não querem) perceber o contexto e as fases da vida nacional.

No dia 16 de outubro, esta quinta-feira, vai ser lançado o movimento “Futuro Seguro”, um movimento jovem de apoio à candidatura do professor António José Seguro, apartidário e interpartidário. Onde cabem todos os jovens com vontade de defender e melhorar a democracia portuguesa. Onde cabem todos aqueles que ambicionam mais para o seu país e para o seu Chefe de Estado.

Quero um presidente que pondera as suas ações e palavras com cautela. Quero um presidente que defende a democracia e a constituição de abril com todas as energias, sabendo quando usar o peso do cargo e da palavra, mas sabendo também ser um ator discreto quando a realidade assim o exige.

Com Seguro sei que posso ter um presidente com razoabilidade para unir e dialogar, mas com a força imutável nos valores fundamentais que uma figura da esquerda democrática possui. Um defensor do sistema democrático pelas suas características mais brilhantes contra aqueles que o querem destruir para implementar o ódio e a violência, mas uma pessoa que entende as suas falhas e bloqueios e procurou sempre ajudar a resolvê-los.

Existe algo de esperançoso e motivador quando uma figura pública e política do “sistema” consegue unir simpatia de várias posições ideológicas. Social-democratas, sociais-liberais e liberais, democratas-cristãos, progressistas de esquerda e socialistas na sua diversidade. Pessoas mais ou menos politizadas, jovens com filiação partidária e jovens longe dos partidos, estudantes e trabalhadores, a amplitude de apoios é interclassista, muito diversa e isso mostra o potencial para termos uma candidatura presidencial que representa uma larga maioria dos portugueses.

Pessoas que discordaram e vão continuar a discordar no futuro, mas pessoas que entendem que numa república democrática é preciso diálogo e aproximação, é preciso procurar consensos e vontades sobre valores fundamentais.

Em 2011, Seguro fez uma análise verídica da realidade nacional:

“O país está pálido, concluíra eu. Sintoma causado por insuficiências no funcionamento de vários sistemas: político, partidário, judicial e financeiro. As instituições basilares do estado de direito democrático respondem tardiamente, tantas vezes mal ou não respondem aos problemas concretos. Ao assim agirem, abrem espaço as propostas populistas e instantâneas que criam falsas ilusões e aumentam a desconfiança e a insegurança dos Portugueses. “

Escreveu também um mote para o meu apoio e de vários jovens, para aquilo que deve ser o serviço público em Portugal:

“Aplicar eficazmente a administração da justiça, promover o combate às desigualdades sociais, saber incorporar novas dimensões de participação que tenham em consideração a opinião dos cidadãos, utilizar uma linguagem de verdade, honrar as promessas feitas, agir com transparência, privilegiar o debate de ideias, respeitar os adversários, gerir com rigor os dinheiros públicos, regressar para junto das pessoas e dar voz aos seus problemas, e prestar contas aos eleitores de modo permanente  e não apenas quando há eleições.”