Prometeram um debate histórico e decisivo, mas acabou por não ser. Tanto Pedro Passos Coelho como António Costa estiveram seguros nas estratégias – aliás mais que previsíveis: Passos a recordar permanentemente a governação Sócrates, a insistir na agenda despesista e irrealista do PS; António Costa a esplanar muito claramente o quanto este governo quis ir para além da troika, os sucessivos cortes nas pensões e nos salários, ou o enorme aumento de impostos que foram implementados nos últimos anos. Além de previsível, o debate ficou-se, infelizmente por questões exclusivamente nacionais – ninguém sequer mencionou a Europa, o que é absolutamente lamentável. E mesmo nas questões nacionais houve lacunas clamorosas, por exemplo como a educação.

A que partido é que este debate equivalente serviu mais? Passos Coelho tinha de ser claramente destronado, e não foi. Mas Costa foi tão credível como o Primeiro-Ministro, mostrando-se à altura do chefe de governo em todos os dossiers. Esse objectivo Costa alcançou decisivamente. No dia 4 de Outubro a luta vai travar-se entre o medo do futuro com um governo diferente do que tivemos até agora,  e a desconfiança em relação a um PSD sem sensibilidade social. Nesta “primeira volta das eleições”, ninguém venceu por K.O.

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