Em plena Segunda Guerra Mundial, e depois das invasões bem sucedidas da Polónia, França, Bélgica e Holanda, Hilter deu início à “Operação Leão Marinho”. O objetivo era invadir as ilhas britânicas. E, através da Luftwaffe, a força aérea alemã, as cidades inglesas e os navios presentes em toda a extensão no Canal da Mancha, foram arrasados. Mas o plano não continha só bombas. Segundo relatam o ABC e o Daily MailFührer elaborou uma lista com quase 3000 inimigos ingleses que deveriam ser capturados. Esta foi a “Batalha de Inglaterra”, que comemora em 2015, o 70º aniversário. E agora, a “lista negra” de Hitler, foi pela primeira vez traduzida e digitalizada.

De entre os 2,829 nomes presentes na lista, contam-se políticos, líderes religiosos, artistas, jornalistas, espiões, militares entre outros. Todos eles considerados por Htiler um perigo para o “Terceiro Reich”.

A “Lista Negra”

Tal como se pode verificar no site do “Imperial War Museum”,  o Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill ou o político Clement Atlee, que mais tarde sucedeu a Churchill, estavam na mira alemã. Mas não só as altas figuras da política eram alvos de Hitler. Também, e como relata o ABC, o escritor George Wells, autor de a “Guerra dos Mundos”, a lendária Virginia Woolf, o militar Robert Baden Powell, fundador do movimento de escuteiros, ou o ator vencedor de um Óscar, Noel Coward, entre outros milhares, tinham os seus nomes incluídos no documento.

O objetivo era, assim que se desse a queda de Londres, que as SS e a Gestapo capturassem todas estas figuras. O destino delas não era certo, mas provavelmente seria a execução.

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É a primeira tradução que se fez em inglês da lista nazi. As pessoas deviam ter sido detidas em primeiro lugar e, posteriormente, e com quase total certeza, assassinadas.”

Citados pelo ABC , alguns representantes do “Imperial War Museum” revelaram também que foram feitas 20.000 cópias da lista durante a Segunda Guerra Mundial. Tim Hayhoe, diretor da entidade responsável pelo projeto, explicou que “algumas pessoas eram procuradas por mais do que um departamento nazi. O ramo 4E4 pertencia à Gestapo, e se alguém fosse detido por eles não saía vivo. O departamento 4A4 era denominado ‘Assuntos Judaícos’. Churchill, por exemplo, deveria estar no C49, um dos ramos que capturava prisioneiros troféus.”

Três alvos curiosos de Hitler

O jornal espanhol destacou três nomes, de entre os milhares, que provavelmente são desconhecidos:

  • Conrado Fulke Thomond O’Brien-ffrench: agente da inteligência britânica durante a Primeira Guerra Mundial. Foi um dos espiões que antecipou a anexação da Áustria que Hitler queria fazer antes do começo da II  Guerra, o que permitiu que muitos judeus fugissem do país. Era amigo pessoal de Ian Fleming (criador de 007) e acredita-se que a personagem dos livros de Fleming fosse inspirado na sua vida.
  • Francis Foley: foi apelidado como o “Schindler britânico”. Era um espião infiltrado dos serviços secretos britânicos. O seu trabalho como despachante aduaneiro em Berlim permitiu-lhe salvar mais de 10.000 judeus.
  • Martha Cnockaert: a agente dupla durante a Primeira Guerra Mundial, foi considerada uma ameaça por Hitler apesar de se ter reformado em 1939 e de ter vivido pacificamente com o marido até ao fim da vida.