Engenharia

Universidade e empresa do Algarve criam holograma que “trabalha” como Relações Públicas

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Um holograma de uma pessoa em tamanho real que interage com o público é a nova criação da Universidade do Algarve (UAlg) e de uma empresa de soluções criativas.

Autor
  • Agência Lusa

Um holograma de uma pessoa em tamanho real que interage com o público é a nova criação da Universidade do Algarve (UAlg) e de uma empresa de soluções criativas, que conceberam o projeto em consórcio nos últimos dois anos.

Ser recebido num museu por um guia que é a projeção holográfica de uma figura histórica, reproduzir um artista em palco ou fazer telepresenças, ou seja, presenças virtuais em tempo real, são algumas das aplicações do “PR Holo”, explicou à Lusa Paulo Bica, gerente da SPIC – Creative Solutions, com sede em Loulé.

João Rodrigues, docente da UAlg e coordenador do projeto, disse à agência Lusa que o holograma tem um conjunto de respostas preconcebidas, em várias línguas, que podem ser personalizadas em função de cada cenário, podendo também dar indicações de trajetos, pois possui mapas, ou prestar informações de sítios da Internet.

O consórcio entre aquelas duas entidades permitiu conceber um holograma frontal, que representa uma figura humana em tamanho real, e duas instalações apresentadas a 360 graus, uma com quatro vistas e outra com oito, sendo que esta última é, por enquanto, apenas um protótipo, não tendo sido criada uma versão comercial.

“Esta [o holograma com oito vistas] é a grande inovação em termos de projeto científico, não existe ainda feito e não vai ser comercializado para já”, disse João Rodrigues, acrescentando que a equipa está a tentar registar a patente daquele protótipo, que diz ser pioneiro no mundo.

Segundo Paulo Bica – que revelou já ter recebido contactos de empresas para adquirir ou alugar tanto o holograma frontal, como o de quatro de vistas – não foi criada versão comercial para o holograma de oito vistas porque “o custo e a área de implementação necessária não tornam o produto competitivo”.

O gerente da SPIC adiantou que tem tido mais solicitações para o holograma frontal, talvez por ser “mais impactante”, uma vez que a área holográfica “é mais generosa” e o impacto visual “mais interessante”.

A instalação a 360 graus, que pode apresentar um rosto ou um objeto que se queira publicitar, por exemplo, um carro, tem como vantagem a deteção dos movimentos dos utilizadores. Ambos os hologramas permitem uma interação através de “tablet” ou “smartphone”.

Paulo Bica acrescentou que foi desenvolvida uma aplicação que confere, a quem adquirir o produto, total autonomia na gestão dos conteúdos, existindo uma biblioteca com mais de 20 vídeos já preparados e relacionados com diferentes áreas.

Um dos quatro alunos de mestrado selecionados para integrar o projeto, Luís Sousa, disse à Lusa que a sua participação foi “bastante interessante”, por ter sido uma das “tecnologias mais inovadoras” em que participou na sua vida.

“Foram muitas horas, com muito trabalho, mas também muito entusiasmo, porque este projeto é muito inovador”, referiu o aluno de Engenharia Elétrica e Eletrónica da UAlg, que vai participar no próximo consórcio já como funcionário da SPIC.

A próxima parceria entre a UAlg e a SPIC incide também na área da realidade virtual, mas, neste caso, da realidade aumentada, sendo intenção dos investigadores alargar a imagem e o som virtuais também ao cheiro, sabor e tato, concluiu João Rodrigues.

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