Angola

Júlio Pomar e Ricardo Araújo Pereira vão apoiar presos políticos de Angola

O pintor Júlio Pomar e o humorista Ricardo Araújo Pereira participam na segunda-feira, em Lisboa, na leitura pública de "Da Ditadura a` Democracia".

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O pintor Júlio Pomar e o humorista Ricardo Araújo Pereira participam na segunda-feira, em Lisboa, na leitura pública de “Da Ditadura à Democracia” — o livro que a 20 de junho levou à prisão dos “15 de Luanda”. A leitura, no Jardim de Inverso do Teatro Municipal de São Luiz, às 18h00, foi agendada para o dia em que, em Angola, começa o julgamento dos jovens a quem é dirigida esta manifestação de solidariedade.

São eles, Henrique Luaty Beirão, Domingos da Cruz, Afonso Matias “Mbanza Hamza”, José Gomes Hata, Hitler Jessia Chiconda “Samussuku”, Inocêncio Brito, Sedrick de Carvalho, Fernando Tomás Nicola, Nelson Dibango, Arante Kivuvu, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias, Osvaldo Caholo, Manuel Baptista Chivonde “Nito Alves”, Albano Evaristo Bingobingo, Laurinda Gouveia, Rosa Conde e José Marcos Mavungo.

“É também um gesto de repúdio pela atitude repressiva do regime angolano, apelando à liberdade de expressão e pensamento”, adianta uma nota dos organizadores da iniciativa. O evento assume como título a acusação feita aos jovens pelo regime angolano – “Conspiração” – e efetua-se no mesmo dia em mais de 15 cidades internacionais, entre as quais Nova Iorque, Los Angeles, Buenos Aires, Londres, Berlim, Paris, Macau, Hong Kong e Tóquio.

Gisela João (fadista), António Pinto Ribeiro (ensaísta e programador cultural), Miguel Soares (cientista), João Botelho (realizador), Inês Oliveira (realizadora), Cucha Carvalheiro (actriz), Manuel Wiborg (actor), Vera Kolodzig (actriz), Filipe Vargas (actor), Rita Brutt (actriz), Jorge Andrade (actor), Joana Seixas (actriz), Pedro Lacerda (actor), Fernando Luiz Sampaio (poeta), Inês Pereira (actriz) e Ricardo Araújo Pereira (humorista) também vão ler excertos de “Da Ditadura à Democracia”.

Internacionalmente, a accão será assegurada pelos artistas Fatimah White (Nova Iorque), Beau Baco (Nova Jérsia), Chris Danowski (Phoenix), Hani Moustafa (Chicago), Andrea Spaziani (Toronto), Anthony Baggette (Berlim), Ray Granlund (Londres), Honi Ryan (Veneza), Abi Tariq (Paris), Amy Konigbauer (Montpelier), Laura Gonzalez (Glasgow), Nicola Carter (Nottingham), Analia Sirabonian (Buenos Aires), Alejandro Fargosonini (Tóquio), Marta Ferreira (Macau) e José Drummond (Hong Kong). O evento em Lisboa pretende ainda expressar solidariedade com todas as vítimas dos atentados de Paris.

A 14.ª secção do Tribunal Provincial de Luanda, em Benfica, nos arredores da capital, deverá iniciar na segunda-feira o julgamento de 17 jovens ativistas angolanos, 15 dos quais em prisão preventiva desde junho, acusados de prepararem uma rebelião.

Este caso é visto internacionalmente como um teste à separação de poderes e ao exercício de direitos como liberdade de expressão e reunião em Angola, mas há dúvidas sobre se o julgamento terá efetivamente início. Desde logo porque os quatro advogados que defendem os arguidos iniciam o julgamento sem terem tido acesso ao processo, com mais de mil páginas e que inclui escutas e vídeos.

Os jovens estão acusados, entre outros ilícitos menores, de coautoria material de um crime de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente de Angola, no âmbito de um curso de formação semanal que decorria desde maio.

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