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O sucateiro Manuel Godinho foi condenado, esta quinta-feira, a mais dois anos e meio de prisão efetiva pelo Tribunal de Aveiro, de acordo com a TVI24, que dá ainda conta da condenação, a três anos e meio de prisão, do ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), António Agente, no âmbito de um processo que resultou de uma certidão extraída do processo principal do ‘Face Oculta’.

O empresário de Ovar estava pronunciado por um crime de corrupção ativa, enquanto António Agente responde por um crime de corrupção passiva, sete crimes de falsificação de documento agravado e um de fraude fiscal, neste processo.

Segundo a acusação, o sucateiro de Ovar teria conseguido que a Refer lhe pagasse por trabalhos que não foram realizados ou que já tinham sido pagos, contando, para isso, com a cumplicidade de um engenheiro da empresa que rubricou as faturas, promovendo o pagamento desses serviços.

Esta quinta-feira, o coletivo de juízes deu como provado, segundo a Lusa, que o sucateiro pagou 128 mil euros, em 14 cheques, entre 2001 e 2002, ao engenheiro da Refer, que à data dos factos era responsável pela Via e Geotecnia da Zona Operacional de Conservação Sul, para praticar “atos materiais que visavam favorecer economicamente” as suas empresas.

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Os advogados, quer do sucateiro, quer do ex-engenheiro da Refer, já anunciaram que vão recorrer da decisão.

Em setembro do ano passado, Manuel Godinho já tinha sido condenado no âmbito do processo ‘Face Oculta’ a 17 anos e meio de prisão, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

A defesa do empresário de Ovar recorreu do acórdão para o Tribunal da Relação do Porto, não havendo ainda decisão.