A gastronomia é, para todos os povos, um grande património. A cultura também se serve à mesa, de tal modo que a UNESCO decidiu incluir na lista de património imaterial da humanidade, desde 2008, a comida típica dos países ou regiões.

Não basta que o sabor agrade o paladar para conseguir o título da UNESCO. A arte, o processo de confeção, a história e a sua riqueza também são aspetos levados em conta, de tal modo que durante estes sete anos a UNESCO incluiu na sua lista apenas nove tradições culinárias.

Este ano vão ser reconhecidas em princípio, mais três: o Kimchi da Coreia do Norte, o café árabe e a salsicha de porco Kranjska klobasa.

A BBC fez a lista e nós mostramos-lhe as tradições que o podem deixar com água na boca.

Comida mexicana

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Créditos: Twitter/postcardstag

Os pratos tradicionais mexicanos não conseguiram entrar na lista apenas pela sua mistura rica de ingredientes, mas porque representam um modelo cultural. A cozinha mexicana tem a ela associada várias práticas, rituais e costumes ancestrais, que mereceram reconhecimento.

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O trabalho dos cozinheiros da região de Michoacan ajudou, segundo a BBC, a empurrar a proposta da culinária mexicana para património imaterial da humanidade, que conseguiu o lugar em 2010.

Kimchi

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Créditos: twitter/eatstory

O kimchi da Coreia do Norte é um prato que inclui vários legumes cozidos, especialmente repolho, temperados com especiarias e frutos do mar. Será, a confirmar-se, o novo prato a acrescentar à lista. Contudo, a versão do Kimchi da Coreia do Sul já integra a lista de património imaterial da humanidade.

O Kimchi resulta de uma longa tradição social. As comunidades preparavam-no durante o verão para que ele durasse durante o rigoroso inverno coreano.

Pão de gengibre da Croácia

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Créditos: twitter/croatia_hr

O pão de gengibre é uma tradição croata que recua à Idade Média. Os biscoitos eram cozinhados em mosteiros e depois nas casas dos artesãos, sobretudo no norte da Europa.

A receita inclui ingredientes simples como farinha, açúcar ou especiarias, mas o que a distingue são as decorações. Algumas delas têm uma tradição religiosa.

Washoku: a comida japonesa

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Créditos: twitter/fooferavings

Falar de washoku é falar de culinária japonesa, incluída na lista já em 2014, que reconheceu o espírito da tradição, baseado no respeito e na utilização sustentável dos recursos naturais.

O arroz, o peixe, os legumes ou as plantas comestíveis são os ingredientes da cozinha tradicional japonesa. Nas festas de culinária japonesas são acrescentados a cada ano novos ingredientes para receber as divindades, uma tradição também ela religiosa.

Café turco

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Créditos: twitter/deephotels

O café turco é feito em jarras de cobre através de um lento processo que passa por técnicas de marinar e descansar o café. Ele é denso, espumoso, doce e é servido em copos pequenos. É também o símbolo da cerimónia de estar à mesa para tomar café.

A UNESCO reconheceu-o como símbolo de hospitalidade, de amizade, requinte e entretenimento.

Lavash arménio

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Créditos: twitter/lekevdu

Lavash é um pão de trigo arménio preparado por vários grupos de mulheres e de várias gerações, da mesma família. A mistura de farinha de trigo é amassada, enrolada em finas camadas e depois, esticada. No final a massa é batida contra as paredes do forno de barro.

As fatias de lavash são também colocadas ao ombro do noivo e da noiva, no casamento, em sinal de fertilidade e prosperidade.

Dieta mediterrânica

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Créditos: twitter/gjpsantos

A dieta mediterrânica atravessa países como Portugal, Espanha, Marrocos, Itália, Croácia, Chipre ou Grécia e é tida como uma dieta saudável, que assegura um compromisso com a longevidade.

A diversidade dos ingredientes, como o azeite, os legumes, os queijos, o peixe fresco e os cereais é reconhecida. Mas o título foi conquistado também pelos símbolos, pelos rituais ligados às colheitas, à pesca, à confeção e à partilha e consumo dos alimentos. Estar sentado à mesa para partilhar a refeição é uma tradição enraizada na cultura do Mediterrâneo.

Mastiha da Grécia

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Créditos: twitter/lefashionpost

Mastiha é cultivada na ilha grega de Chios e fornece uma resina translúcida que fica dura quando é seca ao sol. É utilizada para inúmeros fins. Tem propriedades medicinais, mas é também uma goma que se pode incorporar em bebidas, doces, gelados ou molhos devido à sua textura gelatinosa.

Gastronomia “gourmet” de França

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Créditos: twitter/escapebutton

“A refeição gastronómica na França é uma prática social que serve para comemorar momentos importantes na vida dos indivíduos e grupos”, afirmou a UNESCO.

Em 2010 a tradição que leva à mesa uma grande seleção de vinhos e de queijos passou a integrar a lista imaterial da humanidade. A UNESCO enfatizou a tradição gastronómica como um elemento de coesão em torno da mesa, mas também a cuidadosa seleção de ingredientes para confecionar os pratos.