PornHub. Das duas uma: ou não sabe o que é, ou vai fingir que não sabe o que é. Mas o Observador explica-lhe: é o site de pornografia mais visitado em todo o mundo. Só em 2014, segundo os dados do próprio PornHub, foram visualizados mais de 80 mil milhões de vídeos neste site. O número de visitantes em 2014, esse, ascendeu a 18 mil milhões.

Sendo um site de pornografia legal e tão visitado, a segurança é serventia da casa. Até ver. É que não só o PornHub, como o YouPorn (os dois sites têm em conjunto quase 800 milhões de visitantes mensais), mas também o xHamster (que surge em terceiro lugar entre os mais visitados, com mais de 500 milhões de visitantes todos os meses), DrTuber, Nuvid, EroProfile, IcePorn e Xbabe, todos eles, sobretudo desde meados de outubro, têm sido alvo de ataques de piratas informáticos.

E não são ataques comuns — em sites como o PornHub os ataques não são de todo comuns, garantem os responsáveis — com malwares facilmente detetáveis ou removíveis. Hoje, nestes sites surge publicidade indesejada que, mesmo não sendo clicada pelo utilizador, envia um software malicioso para o computador deste, infetando-o – e este software tem contornado muitos dos anti-vírus instalados, como o AVG ou o Kaspersky, segundo relata a empresa norte-americana de segurança informática Malwarebytes.

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Depois, este malware, também conhecido por Ransomware, não só recolhe ficheiros dos computadores infetados, como bloqueia os computadores, chantageando os proprietários ao pedir um resgate pelos ficheiros roubados. Haverá quem não pague e se dirija a um técnico informático. Haverá quem pague, talvez receoso de vir a descobrir-se que é consumidor (frequente ou não) de pornografia. Os piratas informáticos utilizam esse receio a seu favor.

Mas a maior “vítima” não são os computadores pessoais, mas os smarthphones. É sobretudo aí que os utilizadores, hoje mais do que nunca, guardam muita da sua informação pessoal, mais ou menos comprometedora se fosse tornada pública. Não acredita? Os números são claros: os cibernautas que utilizam o smartphone para consumir pornografia eram 10% de todos os consumidores em 2010. Mas isso foi em 2010. Em 2015 são 63% de todos os utilizadores de sites de pornografia. E nos smartphones como nos computadores, o Ransomware funciona da mesma forma: rouba, bloqueia e chantageia, pedindo um resgate.