As obras de restauro e modernização do Mercado do Bolhão, no Porto, deverão começar este verão. De acordo com a autarquia, os comerciantes só vão precisar mais tarde de mudar as bancas para o mercado temporário, que ficará situado no quarteirão de D. João I.

No final de janeiro, a Câmara Municipal do Porto (CMP) recebeu luz verde da Direção-Geral de Cultura para requalificar o Bolhão. Com isto já é possível lançar o concurso público internacional, que prevê a construção uma cave logística (cargas e descargas e áreas técnicas) no subsolo e a construção de um túnel, que se inicia na Rua do Ateneu Comercial do Porto. De acordo com a CMP, ainda não é desse projeto, da autoria de Nuno Valentim, que esta obra trata.

“A Câmara decidiu iniciar os trabalhos subterrâneos logo de possível numa empreitada prévia à do restauro do edifício, adiantando, assim, o calendário. Em causa está a necessidade de desviar a linha de água que atravessa o mercado no subsolo”, pode ler-se na página da autarquia.

Esta obra, que obrigará à intervenção de uma tuneladora, está a cargo da empresa municipal Águas do Porto, no âmbito da gestão da rede de águas pluviais da cidade.

A requalificação do Mercado do Bolhão está avaliada em 27,086 milhões de euros, mas a Câmara espera obter financiamento comunitário de 23,023 milhões, revela o plano preparado pela autarquia para a candidatura ao Portugal 2020.

O projeto de restauro e modernização do Mercado do Bolhão foi apresentado a 22 de abril de 2015 por Rui Moreira. O objetivo é mantê-lo como mercado de frescos tradicional e não seguir o modelo de tasquinhas do Mercado Bom Sucesso. A permanência dos atuais comerciantes é outro dos objetivos.