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Passive Wi-Fi. Mais lento, mas gasta menos bateria

Este artigo tem mais de 5 anos

O Passive Wi-Fi é um novo sistema de redes sem fios que promete gastar até 10 mil vezes menos energia do que os sistemas Wi-Fi tradicionais. A velocidade é menor, mas a poupança é garantida.

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University of Washington

University of Washington

As redes sem fios são práticas e quase sempre convenientes. Mas também são responsáveis por uma boa parte do consumo de bateria nos nossos dispositivos móveis. Mas uma equipa da Universidade de Washington criou um sistema gasta 10 mil vezes menos energia do que as redes Wi-Fi convencionais e até mil vezes menos do que outras tecnologias de transmissão de dados, como por exemplo o Bluetooth.

Esta nova tecnologia chama-se Passive Wi-Fi e é compatível com qualquer aparelho que suporte ligações a redes sem fios. E de acordo com o jornal académico UW Today, embora as velocidades máximas sejam inferiores às do Wi-Fi tradicional (podem chegar aos 11 megabits por segundo), o Passive Wi-Fi é até 11 vezes mais rápido do que o Bluetooth.

Em traços gerais, a equipa separou as águas entre os processos digitais e os analógicos que ocorrem numa transmissão via rádio — isto é, enquanto estamos ligamos à internet, por exemplo. Segundo o UW Today, a parte digital destes processos é cada vez mais eficiente em termos energéticos, algo que não se verifica na parte analógica que ainda gasta quantidades significativas de energia.

Para contornar este problema, o novo sistema centra toda a componente analógica num dispositivo móvel autónomo que permanece ligado à corrente elétrica. Por exemplo, uma das partes ainda analógicas num processo de transmissão de dados é o gerar de um sinal eletromagnético numa frequência específica. No Passive Wi-Fi, isso passa a ser feito não pelos dispositivos móveis dos utilizadores mas sim pelo aparelho ligado à corrente.

Depois, uma rede de outros sensores de baixo consumo energético trata de produzir os pacotes de informação. Ou seja, a comunicação entre o utilizador e a rede global — a internet, por exemplo — passa a ser feita de forma mediada e tripartida, entre o dispositivo móvel, o sensor e o aparelho ligado à corrente.

O UW Today refere que, além de poupar bateria dos nossos dispositivos (como telemóveis, tablets, computadores e relógios), este novo sistema poderá potenciar a chamada “internet das coisas”, uma “realidade onde os eletrodomésticos e os wearables podem comunicar usando Wi-Fi, sem nos preocuparmos com energia”.

Este vídeo dá uma explicação mais aprofundada acerca do funcionamento do Passive Wi-Fi (em inglês):

Editado por Filomena Martins.

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