Agentes de IA têm vindo a operar de forma autónoma dentro de contas bancárias, avança o portal Axios, referindo que vários bancos norte-americanos têm bloqueado transações e movimentações de fundos, que acontecem sem o conhecimento dos clientes. Mas algumas acabam mesmo por passar despercebidas.

Alguns dos casos acontecem devido à partilha consciente dos dados de acesso às contas com os tais agentes. O portal, que cita duas fontes familiarizadas com a situação, descreve que alguns clientes forneceram as suas informações com os agentes de IA, entre passwords e outros acessos. E ao mesmo tempo que os bancos têm vindo a sinalizar estas movimentações e a bloqueá-las quando possível, apontam para dificuldades a barrar operações quando os dados foram partilhados de forma livre.

O banco Morgan Stanley foi um dos grandes bancos norte-americanos que implementou um bloqueio geral com o objetivo de impedir que agentes terceiros acedam às suas plataformas, apesar de admitir nunca ter identificado um caso de autonomia de um destes agentes. Igual é o caso do JPMorgan e do Bank of America, que também já começaram a bloquear acessos.

“Recebo um relatório todos os dias a monitorizar quantas vezes tivemos de bloquear um agente, e não acontece muitas vezes, porque acho que as pessoas não estão a usá-los dessa forma na sua vida financeira. Estamos a bloqueá-los, porque queremos ter controlo sobre a autenticação e a experiência”, explicou o CEO da Charles Schwab à agência Reuters.

Por mais alarmantes que sejam estes casos — mesmo que ainda reduzidos, de forma autónoma —, o setor da banca admite que será preciso encontrar um “meio termo” com a inteligência artificial. Nos Estados Unidos da América, plataformas como a Quicken, que ajudam os clientes a gerir as suas finanças, organizando poupanças e fundos pessoais, estão cada vez mais populares. Com este crescente interesse nesta aplicação da indústria, os responsáveis bancários admitem que será necessário permitir algum tipo de acesso aos agentes. Porém, admitem que um acesso muito livre envolve riscos demasiado elevados.

[Em dezembro de 2009, uma mulher é encontrada assassinada a tiro no estado do Rio de Janeiro. A polícia brasileira há-de confirmar que o corpo é de Rosalina Ribeiro, a herdeira de um milionário português, que tinha sido dada como desaparecida. A última pessoa conhecida a vê-la com vida tinha sido o advogado português dela, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima. Já pode ouvir, em antestreia, o primeiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]