A Coreia do Norte anunciou, esta quinta-feira, que pretende desfazer-se de todos os ativos deixados no seu território por empresas sul-coreanas envolvidos nos projetos conjuntos dos dois países. Atualmente, os projetos conjuntos entre os dois países estão paralisados.

“Como as hostis forças sul-coreanas cessaram unilateralmente as suas atividades no monte Kumgang [estância turística] e no complexo industrial de Kaesong, nós vamos liquidar totalmente todos os bens das empresas sul-coreanas e instituições deixados para trás”, anunciou o Comité para a Reunificação Pacífica da Coreia, num comunicado difundido pela agência oficial norte-coreana KCNA.

A Coreia do Sul anunciou a suspensão das operações na zona industrial intercoreana de Kaesong, um dos últimos projetos comuns de cooperação entre o Norte e Sul. A decisão surge na sequência do lançamento de um foguetão por Pyongyang, em fevereiro, que a comunidade internacional considera ter sido um teste de mísseis de longo alcance. Em janeiro, a Coreia do Norte havia feito o seu quarto ensaio nuclear.

Financiado pela Coreia do Sul, o complexo de Kaesong foi considerado, aquando da sua abertura, em 2004, como um símbolo da “reconciliação” entre as duas Coreias. Para Pyongyang, era uma fonte essencial de divisas estrangeiras.

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Situado a uma dezena de quilómetros da fronteira, do lado norte-coreano, Kaesong empregava 53 mil norte-coreanos em 124 empresas sul-coreanas, essencialmente de vestuário, eletrónica e produtos químicos.

O governo e empresas sul-coreanas investiram no complexo mais de mil milhões de wons (742 milhões de euros). Os 184 empresários e executivos sul-coreanos que trabalhavam em Kaesong foram repatriados.