O primeiro-ministro belga, Charles Michel, confirmou esta sexta-feira, numa conferência de imprensa conjunta com Fraçois Hollande, presidente francês, a detenção de Salah Abdeslam, um dos principais responsáveis pelos atentados de Paris, que continuava em fuga. Quanto a François Hollande, o Presidente francês anunciou que vai mesmo pedir a extradição do suspeito.

“Detivemos Salah Abdeslam”, assegurou o belga, antes de revelar que foram ainda detidos outros dois suspeitos na operação policial que teve lugar ao início da tarde no bairro belga de Molenbeek, há muito considerado um ninho de terroristas.

O líder do Executivo belga sublinhou a importância desta operação conjunta de forças de segurança, polícia, investigadores e serviços secretos. Uma investigação que, reiterou Charles Michel, traz “resultados extremamente significativos na luta contra o terrorismo, na luta pela democracia e na luta contra esta forma abominável de obscurantismo”.

“Foram feitas mais de 100 buscas” e detidas 58 pessoas nas operações antiterroristas conduzidas nos últimos meses, revelou o belga.

Ao lado François Hollande, Presidente francês, agradeceu o empenho de todos as forças de investigação envolvidas, lembrou as vítimas e os familiares dos atentados de Paris, mas lembrou: “Estamos conscientes de que esta detenção não é o último passo. Vão acontecer mais detenções porque nós sabemos que a rede [de terrorismo] é muito mais alargada.”

O líder francês aproveitou a conferência de imprensa para anunciar que vai convocar o Conselho de Defesa no sábado de manhã. “Temos de continuar”, reiterou. Hollande disse ainda estar “confiante” de que a Bélgica vai aceitar a extradição de Salah Abdeslam. “As autoridades belgas responderão da forma mais favorável e rápida possível.”

Entretanto, tanto Charles Michel como a Presidência francesa revelaram nas respetivas redes sociais que Barack Obama ligou aos chefes de Governo e de Estado da Bélgica e da França para os felicitar pela operação conduzida esta sexta-feira e pelo êxito na sua “luta conjunta contra o terrorismo”.