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Seis startups que estão a ativar a saúde e a performance

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Têm em comum a área de atuação, mas, sobretudo, a inovação no método e na abordagem. São seis startups que fazem parte da lista das 31 recentemente integradas na iniciativa Ativar Portugal Startups.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Vivem com os olhos postos no futuro, antecipando necessidades e exigências do mercado. A saúde e a performance associada à produtividade profissional estão na agenda social e económica de qualquer país. Estas seis startups souberam tirar partido disso através de abordagens tecnológicas inovadoras e, também por isso, surpreendentes.

Genética ao serviço da medicina preventiva

A HeartGenetics – Genetics & Biotechnology olha para a tecnologia com o coração. Esta startup de Cantanhede, spin-off do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, tem como objetivo melhorar a deteção precoce de doenças de foro cardíaco. Para isso, desenvolveu testes genéticos que avaliam a propensão de um indivíduo desenvolver quatro complicações em particular: hipercolesterolemia familiar (os chamados níveis altos de colesterol), cardiomiopatia hipertrófica, hipertensão arterial e trombofilia heriditária. Estes testes auxiliam os médicos no diagnóstico e adequação do tratamento, numa perspetiva de medicina personalizada, e oscilam entre 120 e 200 euros.

Tendo em conta que as doenças cardiovasculares continuam a ser primeira causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, não é de estranhar que esta startup de biotecnologia já trabalhe para mercados internacionais, como Itália, Brasil e México, além da rede de parceiros já estabelecida no próprio país.

Fundada em 2013, arrancou com financiamento de business angels e venture capital. No mesmo ano, recebeu uma menção honrosa, no valor de 40 mil Euros, no Prémio Empreendedores, promovido pela Fundação Everis. Dois anos depois, já era considerada uma das dez melhores startups na Cimeira Mundial de Saúde, em Berlim, entre 70 concorrentes de 17 países.

Hoje, a HeartGenetics continua a trazer a genética para a medicina familiar, numa missão de a tornar mais personalizada, preditiva, preventiva e participativa.

Chamar o médico a casa através de uma app

Chama-se Knok e em pouco tempo pode ter um médico a bater-lhe à porta. Esta aplicação permite ligar médicos e pacientes em tempo real, por enquanto em Lisboa e no Porto, evitando as longas filas de espera nas urgências. Depois de instalada no iPad ou iPhone, o utilizador tem acesso, através da aplicação, a uma lista de médicos disponíveis naquele momento, perto do local onde se encontra, e pode escolher qualquer um deles, com base no currículo e na opinião de outros utilizadores. O médico dirige-se, em pouco tempo, à morada indicada pelo utilizador.

Os preços de cada consulta oscilam entre os 60 e os 100 euros em Lisboa e entre 60 e 80 euros, no Porto. O pagamento é feito através da própria aplicação; se o utilizador tiver um contrato com alguma seguradora de saúde, a Knok trata posteriormente do reembolso. Tudo a favor da transparência de preços e de um serviço eficaz e rápido.

Fundada em 2015, a Knok Healthcare está sediada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) e gere cerca de 70 médicos inscritos na aplicação, nas duas áreas metropolitanas. Por enquanto apenas disponível para o sistema operativo IOS (da Apple), os próximos passos incluem o lançamento da Knok para Android e o alargamento e mais utilizadores e cidades. Passos esses dependentes de investidores que queiram financiar o projeto com cerca de meio milhão de euros.

Monitorizar a fadiga em tempo real

A fadiga mental é uma das maiores causas de absentismo no trabalho e, consequentemente, de perda de produtividade, segundo a Organização Mundial de Saúde. A pensar nisso, a Performetric, uma startup bracarense fundada em 2015, desenvolveu um sistema de monitorização dos níveis de cansaço mental que alerta o trabalhador – e o respetivo empregador – para a necessidade de fazer uma pausa.

Na maior parte das vezes, são os próprios trabalhadores que não têm consciência do seu próprio estado de fadiga. Através de uma tecnologia não invasiva – basicamente são colocados sensores no rato e no teclado associados a algoritmos específicos – o alerta para a pausa é dado de uma forma neutra, quase lúdica.

Em 2015, a Performetric foi uma das cinco startups finalistas do segundo programa de aceleração da Startup Braga e teve a oportunidade de mostrar o que vale a investidores e empresários de Boston e Silicon Valley. O seu objetivo é chegar aos grandes centros empresariais nos quais a fadiga mental é hoje sinónimo de prejuízo e reverter números, maximizando o desempenho profissional e o bem-estar de cada trabalhador. Os EUA estão, naturalmente, no topo da sua estratégia de internacionalização.

Uma nova forma de andar na estrada

A fadiga mental, muitas vezes associada à distração, é também responsável por cerca de 60% dos acidentes de viação na Europa e nos EUA. Com a missão de diminuir este número, a HealthyRoad desenvolveu uma tecnologia biométrica facial que permite detetar níveis de distração, com base na direção do olhar e da posição do rosto, e de fadiga, através do número de vezes que o condutor pestaneja.

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Ricardo Castelo/LUSA

Através do processamento da imagem, esta startup portuense, fundada em 2013, consegue ser tão ou mais rigorosa do que um oxímetro na medição do pulso cardíaco e de níveis de stress, parâmetros igualmente fulcrais na prevenção de acidentes na estrada.

Em abril de 2016, a HealthyRoad comercializava já três produtos: o HealthyRoad SDK, um kit de desenvolvimento de software que integra um conjunto de algoritmos de deteção de sinais fisiológicos através de análise biométrica (detetores de presença, movimento, inatividade, sonolência frequência cardíaca e pele; reconhecimento facial; e classificadores de estados emocionais, idade, género e fadiga); o HealthyDrive, produto que alerta o condutor automóvel para a entrada em estados de fadiga e sonolência periogosos; e o HealthySecurity, desenhado para detetar estados de adormecimento ou inatividade de profissionais de segurança ou vigilantes durante o seu período de trabalho.

Com uma abordagem verdadeiramente inovadora para os setores do automóvel e da segurança, a HealthyRoad foi, em Março de 2016, uma das 10 startups selecionadas a nível mundial para integrar o prestigiado programa da aceleração da holandesa RockStar, que inclui o acolhimento das empresas durante 150 dias na incubadora de Amesterdão e visitas a hubs internacionais em Nova Iorque e São Francisco.

Uma palmada nas costas que faz muito pela produtividade

O reconhecimento e o bem-estar em contexto profissional é o primeiro passo para a boa integração numa equipa e o aumento da produtividade. A aplicação Tap my Back é uma ferramenta de reconhecimento e motivação no local de trabalho, que está já a prestar soluções de teambuilding em várias partes do mundo, como os EUA, o Reino Unido ou a Austrália.

A solução baseia-se no reconhecimento por parte dos colegas de forma a criar equipas sólidas, motivadas e produtivas. Cada colaborador pode atribuir medalhas de mérito aos colegas, comentar a sua boa performance, reconhecer uma ação e fazer uma avaliação global. A interação entre os colegas é exponenciada pelo gamification, isto é, a conversão dos resultados num jogo. O gestor da equipa pode definir na própria aplicação as várias funcionalidades de reconhecimento disponíveis, incluindo o anonimato das avaliações.

Esta aplicação, produzida pela ComOn Labs, esteve recentemente na mostra Future of Technology, em Londres, e na Web Summit 2015, em Dublin. 2016 é o ano para testar os vários segmentos de mercado.

A aplicação é comercializada através de uma subscrição mensal e como um software pronto a ser usado. Corre em todos os browsers e está também disponível para os sistemas operativos IOS e Android.

Onde é que uma boa performance começa? Na organização

Numa altura em que a sincronização, edição colaborativa e criação em vários dispositivos móveis fazem parte do dia-a-dia de qualquer organização, a Topdox – The Documents Platform vem responder a outra necessidade que esta nova forma de trabalho levantou: a gestão de todos os documentos, de forma eficaz, num só “lugar”.

Nascida em 2014, no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a ferramenta permite que os utilizadores leiam, editem, partilhem e colaborem num documento, qualquer que seja o formato em que se encontra – docx, odt, pdf, xls, entre outros – e em qualquer plataforma onde se encontre: da Dropbox ao Google Drive, ou mesmo alojado localmente, no smartphone ou no tablet.

iStock

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Qualquer que seja a origem do documento, a formatação mantém-se, o que significa a recuperação de horas de dor de cabeça que a abertura de um ficheiro noutro programa geralmente comportava.

Além desta funcionalidade preciosa para quem já não dispensa os dispositivos móveis para trabalhar, a Topdox também permite exportar documentos para PDF e fazer anotações no ficheiro.

Depois de tudo isto, há a cereja em cima do bolo: é possível aceder, gerir e organizar todas as contas cloud, mesmo sem ligação à Internet. Simples como uma folha de papel? É essa simplicidade que a Topdox pretende trazer para o mundo digital.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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