O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social nomeou esta segunda-feira o novo conselho diretivo do Instituto de Segurança Social que passa a ser presidido por Rui Fiolhais, que já foi vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. Entrou quando era ministro da tutela José António Vieira da Silva, que voltou à pasta no atual Governo. Todos os nomes escolhidos já tinham trabalhado na área e com o atual ministro.

As substituições acontecem seis dias depois da tutela ter demitido a presidente do Instituto da Segurança Social, Ana Clara Birrento, o vice-presidente, Jorge Almeida Campino, e os vogais Luís Monteiro e Paulo Ferreira. Nomes indicados há cerca de um ano, pelo anterior Governo. Para estas funções, entram agora (além de Fiolhais) Gabriel Bastos (para vice-presidente), Noémia Silva Goulart e Sofia Borges Pereira (ambas vogais).

No comunicado divulgado, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social “destaca o excelente curriculum profissional e académico destes novos dirigentes, assim como a sua experiência e conhecimento do sistema de segurança social e do Instituto de Segurança Social em particular“.

Gabriel Bastos tem uma longa ligação profissional ao Ministério, onde foi chefe de gabinete de Vieira da Silva entre 2005 e 2007. Depois disso já foi dirigente (entre 2011 e 2012) no Instituto de que agora será vice e antes disso tinha prestado assessoria ao conselho diretivo. Já Noémia Goulart era até agora coordenadora técnica em finanças públicas no Conselho de Finanças Públicas, tendo antes disso sido vogal do conselho diretivo do Instituto de Gestão financeira da Segurança Social entre 2009 e 2012. Também já tinha trabalhado com Vieira da Silva, no acompanhamento da Reforma da Segurança Social.

Sofia Borges Pereira foi outro destes nomes que também já tinha tido uma ligação ao Instituto, onde foi foi Chefe de Setor de Apoio à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrado, durante todo o período dos governos socialistas. Atualmente era técnica especialista do gabinete da Secretária de Estado da Segurança Social, de acordo com os dados curriculares divulgados pelo Ministério.

As trocas foram justificadas pelo Governo com o objetivo de imprimir uma nova orientação à gestão do ISS. Os nomes têm agora de ser analisados pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, tal como aconteceu com os nomeados para o Instituto de Emprego e Formação Profissional, por exemplo, onde o Governo também substituiu a direção no início deste ano.