Portugal desceu três lugares no índice mundial de competitividade, publicado anualmente pelo IMD World Competitiveness Center, que junta 61 economias de todo o mundo, e foi ultrapassado pela Turquia. O país caiu do 36º lugar para o 39º lugar.

Portugal foi suplantado pela Turquia, que passou de 40º para 38º país mais competitivo do mundo. Os critérios do índice IMD são, essencialmente, quatro: desempenho económico, eficiência dos organismos públicos, eficiência empresarial e infraestruturas.

São estes quatro critérios que, ponderados, levam à classificação global — aquela que caiu pela primeira vez em três anos. Em 2013, Portugal estava no 46º lugar, depois o 43º em 2014 e 36º em 2015.

O estudo divulgado pela escola suíça de gestão IMD Business School mostra igualmente que os Estados Unidos deixaram de ser a economia mundial mais competitiva, tendo sido ultrapassados pela China/Hong Kong, que ocupa agora o primeiro lugar, e pela Suíça.

Queda de 14 lugares na eficiência dos organismos públicos

A maior queda (relativa) da posição de Portugal foi na rubrica da “eficiência dos organismos públicos”. Portugal caiu de meio da tabela (34º lugar) para o 48º lugar. É uma queda de 14 lugares que terá sido decisiva para o desempenho menos positivo no índice global.

Em contraste, deu-se uma pequena subida no índice de eficiência empresarial, da 48º posição para a 46º.

Portugal aparece, também, menos bem na figura quando se perspetiva o desempenho económico. Portugal caiu do 45º lugar para 48º, depois de em 2015 ter melhorado face ao 54º lugar nesse ano.

A rubrica que ajuda Portugal a escapar ao fundo da tabela é qualidade das infraestruturas. Aí, o país está na 28º posição (uma pequena queda face à 26º em que estava no ano passado).

Os cinco grandes desafios para Portugal em 2016

Os grandes desafios apontados pelo relatório relativamente a Portugal são, essencialmente, cinco.

  • Manter a tendência de redução da dívida pública e promover a redução da dívida pública e privada.
  • Promover um sistema financeiro saudável e bem capitalizado.
  • Atrair e reter investimento estrangeiro, em especial através de políticas orçamentais estáveis.
  • Melhorar as qualificações e promover reformas do mercado de trabalho que favoreçam o mérito e a flexibilidade.
  • Aumentar a produtividade e garantir excedentes sustentáveis da balança externa.

Além de EUA e China/Hong Kong, o’top 10′ dos países mais competitivos do mundo integra ainda Singapura, Suécia, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Noruega e Canadá.

Taiwan, Malásia, República da Coreia e Indonésia também sofreram descidas significativas face às posições que ocupavam em 2015, enquanto a China Continental recuou ligeiramente, mantendo-se no ‘top 25’.

O estudo revela que alguns dos avanços mais significativos da Europa aconteceram nos países de leste, nomeadamente na Letónia, Eslováquia e Eslovénia.

As economias da Europa ocidental também continuaram a progredir, com os investigadores a realçarem o papel do setor público na recuperação pós-crise financeira.