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O novo Mazda MX-5 não é apenas um automóvel para apreciar o prazer de condução a céu aberto e arejar ideias. Ele próprio é produto de ideias arejadas e a prova mais bem-sucedida de que o lema da casa nipónica – “desafiar convenções” – é um sólido alicerce. Quando se viu confrontada com a necessidade de competir no mercado automóvel sem o músculo de uma grande companhia, a Mazda não se encolheu e tratou de ir a jogo com três trunfos: estilo apaixonante, chassis mais leves e motorizações com potência e economia reforçadas.

Tem contornos de case-study, a fórmula concebida pelo construtor japonês para reescrever a história de David contra Golias, num guião convenientemente adaptado ao universo automóvel. E se há modelo na gama da Mazda que merece ser o protagonista deste filme é o emblemático MX-5.

Take 3, 2, 1 – Ação

É como você quiser: ou fica parado a olhar embasbacado para o visual assombroso e para as harmoniosas proporções do MX-5, ou pega nas chaves e vai curtir todas as sensações que este desportivo lhe reserva. A decisão é sua e, seja ela qual for, o MX-5 não desilude. Pelo contrário.

O roadster mais vendido do mundo, que superou o marco de 1 milhão de unidades comercializadas, surge na sua quarta geração com uma imagem a que é difícil ficar indiferente. Fiel ao design KODO, que procura dar forma à “alma do movimento”, o desportivo da Mazda cativa pelas suas linhas fluidas e dinâmicas, a ponto de parecer que está a andar, mesmo quando está parado. E não somos nós que o dizemos. São os mais reputados especialistas na matéria que atestam a forma genial como o design deste icónico dois lugares convoca, só de olhar, uma sensação de vitalidade e movimento.

A prová-lo está a coleção de galardões que o MX-5 tem amealhado desde o seu lançamento, e já lá vão quatro. Além de conquistar, pela segunda vez, o prémio automóvel de maior prestígio no seu país de origem (Carro do Ano no Japão), o roadster bateu adversários como o Audi A4 e o Mercedes GLC e foi eleito, em março, Carro do Ano Mundial no Salão Automóvel de Nova Iorque. E também ganhou o principal galardão no mais respeitado concurso internacional de design, o Red Dot Award. Ou seja, uma equipa de peritos decidiu que 1.240 produtos mereciam um Red Dot, 122 uma menção honrosa e apenas 81 o Red Dot: Best of the Best, o prémio mais relevante. Portanto, se disser que “o meu carro é o mais bonito do mundo”, não está a mentir. Ponto.

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Prazer sem riscos de perder pontos

Tal como a cidade que lhe serve de berço, Hiroshima, soube reerguer-se depois de ter sido arrasada por uma bomba atómica (6 de Agosto de 1945), também a Mazda soube superar as adversidades com uma dose inesgotável de persistência e a coragem para trilhar o caminho menos percorrido. Sobretudo, no domínio das motorizações. Enquanto a generalidade dos construtores automóveis aposta em motores turbo ou no desenvolvimento de modelos elétricos e híbridos, a marca japonesa não se distrai e vai aprimorando o contínuo desenvolvimento de motores atmosféricos. Resultado, conseguiu delinear uma curiosa dieta para os seus blocos: são apimentados em termos de potência, como convém, e poupados no combustível, como se agradece.

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Tudo isto parece simples, mas não é. Por detrás desta proeza está a tecnologia Skyactiv, encarregada de combinar uma dinâmica de condução reativa, ágil e divertida com economia de combustível e performance de segurança. No caso do MX-5, esta equação sente-se ao volante. É na estrada que o roadster se submete à prova dos nove e passa com distinção.

Mais compacto do que em qualquer outra das anteriores gerações, o desportivo está agora mais curto (105 mm), mais baixo (20 mm) e mais largo (10 mm) do que o modelo que veio substituir. A distância entre eixos diminui apenas 15 mm e o peso caiu em cerca de 100 kg. Se somarmos estas parcelas ao facto de o motor se posicionar mais perto do centro do veículo, percebemos melhor o “efeito MX-5” ao rodar.

Com a distribuição de peso ideal, em que cada eixo suporta 50% do peso do veículo, e um centro de gravidade baixo, este desportivo oferece uma experiência de condução entusiasmante. Como nunca antes o fez. Até na versão de entrada, equipada com motor a gasolina 1.5 de 131 cv, o roadster supera as expectativas, respondendo na perfeição a qualquer exigência do percurso.

A caixa de seis relações, curtas e de engrenagem fácil, está bem escalonada, pelo que o condutor tem sempre à mão a solução que melhor se adapta às circunstâncias de utilização. E tudo isto vem acompanhado pela irresistível sonoridade do motor, que se converte em música para os ouvidos quando o consumo de combustível num ciclo combinado (l/100km) se situa entre os 5,9 e 6,9 l/100 km.

Os mais exigentes em matéria de emoções fortes não foram esquecidos e, para esses, existe o MX-5 equipado com o motor 2.0 de 160 cv. A diferença não parece grande, mas salta à vista logo ao fim dos primeiros quilómetros. Para o mesmo peso, os 29 cavalos adicionais fazem literalmente o desportivo da Mazda voar, tanto no que diz respeito à velocidade máxima, como em termos de acelerações.

Tudo aumenta, menos os consumos, que continuam baixos. O roadster pisca ainda o olho aos condutores mais endiabrados, ao oferecer autoblocante na versão equipada com motor de 160 cv. Uma peça simples, mas que transforma o eficaz comportamento do MX-5 numa verdadeira PlayStation para adultos que gostam de divertir ao volante.

Com um peso pluma, uma estética de deixar os adversários roídos de inveja e motores mais vitaminados e económicos, o novo MX-5 reforça os argumentos que fizeram dele um bestseller. Agora está ainda mais entusiasmante para quem o conduz e até a operação de recolher a capota foi revista e simplificada. Num instante, o seu descapotável está pronto para seguir viagem. E o melhor é que nem precisa de arranjar desculpas para não levar a sogra… Custa pouco (25.970€) ser feliz.