De acordo com o jornal, “o agora vice-presidente do Banco Central Europeu descarta responsabilidades na supervisão do banco e assegura que enquanto foi governador do Banco de Portugal não tinha informação que pudesse indicar que o Banif estava à beira de precisar da ajuda financeira que viria a receber em 2012.

A resposta aos deputados, por escrito, consta de uma carta de oito páginas, segundo o diário. “Constâncio explica que não recebeu qualquer indicação sobre problemas na situação financeira do Banif enquanto foi governador do Banco de Portugal, cargo que exerceu até 2010”, escreve o jornal.

A notícia refere também que, na resposta por escrito aos deputados da comissão parlamentar de inquérito, Vítor Constâncio, “diz que não teve qualquer informação” do administrador do Banco de Portugal — com o pelouro da supervisão — que indicasse os problemas de solvabilidade que haveriam de ser detetados dois anos depois, altura em que o Estado se viu forçado a injetar 110 milhões de euros.

No passado mês de abril, Vítor Constâncio recusou-se a responder aos deputados justificando que a instituição onde se encontra atualmente (BCE) “não presta contas” a parlamentos nacionais, apenas ao “Parlamento Europeu”.