A Direção Geral da Saúde está a alertar as unidades médicas de todo o país para estarem preparadas para uma vaga de calor nos próximos dias em Portugal.

Andreia Silva, da DGS, explicou ao Observador que, à semelhança dos anos anteriores, está ser divulgado um “plano de contingência para temperaturas extremas”. De acordo com a responsável, o aviso do IPMA refere-se “não só às temperaturas elevadas, mas também à previsão de noites tropicais, em que a temperatura é próxima dos 20ºC”.

“As diversas unidades de saúde do país estão preparadas e têm um plano específico adequado à sua população”, explicou a responsável, sublinhando que a questão do calor, “além de ser sazonal, também tem de ser vista em função da localização geográfica”.

Além do plano divulgado em articulação as unidades médicas nacionais, a DGS insiste que a prevenção deve começar nos cidadãos. “As temperaturas extremas podem ter efeitos negativos na saúde”, refere Andreia Silva, avisando que é a população mais vulnerável que pode sofrer as consequências mais graves, nomeadamente no “agravamento dos problemas de saúde já existentes”.

A Direção Geral da Saúde deixa um conjunto de indicações gerais aos cidadãos, designadamente “manter o corpo hidratado e fresco”. A “principal preocupação que temos é que as pessoas deixem de conseguir manter a temperatura corporal”, diz a responsável da DGS.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), irá haver um aumento significativo de temperatura a partir do dia 14 e pelo menos até dia 20 de julho. Vão registar-se temperaturas máximas acima dos 30ºC, podendo chegar a valores entre os 38ºC e os 42ºC, especialmente nas regiões do interior.

A origem da vaga de calor estará no “transporte de uma massa de ar muito quente e seco, na circulação de um anticiclone localizado no golfo de Biscaia”, explica o IPMA.