Cinema

Veneza. Nuno Lopes distinguido com o Prémio Orizzonti para Melhor Ator

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O ator Nuno Lopes venceu este sábado o Prémio Orizzonti para Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza pela sua interpretação no filme São Jorge, um olhar sobre os bairros da Belavista e da Jamaica.

Os habitantes dos dois bairros "mais pobres de Lisboa são os verdadeiros heróis do filme", sublinhou Nuno Lopes

Leonel de Castro / Global Imagens

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso
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O ator português Nuno Lopes venceu este sábado o Prémio Orizzonti para Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza pela sua interpretação no filme São Jorge, do cineasta português Marco Martins.

O filme, que chega aos cinemas portugueses a 3 de novembro, é um relato do impacto que os anos de austeridade tiveram em dois bairros lisboetas, o bairro da Belavista e o da Jamaica.

No filme, Nuno Lopes veste a pele de Jorge, um boxeur desempregado que, para subsistir e cuidar do filho e da mulher, uma imigrante brasileira, decide aceitar trabalho noturno numa empresa de cobranças difíceis. Para interpretar o papel, o ator fez pesquisa em bairros sociais e acompanhou de perto essa realidade.

No seu discurso de agradecimento, Nuno Lopes dedicou o prémio precisamente aos habitantes dos dois bairros “mais pobres de Lisboa”. “Eles são os verdadeiros heróis do filme, os verdadeiros santos”.

O ator português agradeceu ainda ao realizador Marco Martins e ao júri do Festival de Cinema de Veneza pela “grande honra”. “É um prémio muito importante para mim e para o nosso filme”, sublinhou Nuno Lopes.

O filme São Jorge volta a juntar Marco Martins e Nuno Lopes, que já antes tinham trabalhado juntos em Alice, uma longa-metragem amplamente reconhecida pela crítica internacional.

A secção Orizzonti (Horizontes) distingue as novas tendências do cinema mundial. De acordo com a agência Lusa, a entrega dos prémios, que ainda decorre em Veneza, distinguiu, na secção “Orizzonti”, a cineasta belga Fien Troch, como melhor realizadora, pelo filme “Home”, e, como melhor filme, “Liberami”, de Federica Di Giacomo.

O júri do festival, este ano dedicado aos realizadores Michael Cimino e Abbas Kiarostami, foi presidido pelo realizador britânico Sam Mendes. O ator francês Jean-Paul Belmondo e ao cineasta polaco Jerzy Skolimowski, realizador de “11 minutos”, foram distinguidos com o Leão de Ouro de Carreira.

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