Web Summit

É uma “montra portuguesa”, com certeza. E tem um Galo Pop com 10 metros

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Governo vai aproveitar a Web Summit para promover o país. No Pavilhão de Portugal, há concertos e comida típica nas Sunset Summit. E uma obra de arte pública assinada por Joana Vasconcelos.

O Governo quer tirar partido das 50 mil pessoas que vão estar em Lisboa para a Web Summit

Paulo Spranger /Global Imagens

O Governo quer criar uma “montra portuguesa” na Web Summit, com direito a concertos de artistas portugueses, comida típica de várias regiões e um galo que, em vez de ser de Barcelos, é Pop, assinado por Joana Vasconcelos. Chamou-lhe “Sunset Summit” e vai decorrer no Pavilhão de Portugal a 8 e 9 de novembro para aproveitar as 50 mil pessoas que se estima que vão encher a FIL e o MEO Arena na próxima semana. “Não podemos ter medo do crescimento“, disse a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, ao Observador.

Queremos trazer Portugal para dentro daquele espaço e que a Web Summit se torne também numa forma de promover as nossas regiões. Queremos que as pessoas se encontrem lá e sintam os cheiros, a comida, o paladar de Portugal”, explicou Ana Mendes Godinho.

Nas Sunset Summit, vai ser possível encontrar gastronomia típica de várias regiões portuguesas, como Lisboa, Porto, Alentejo, Algarve, Açores ou Madeira, assistir a concertos de artistas portugueses como Noiserv, Gisela João ou Medeiros & Lucas e conhecer peças de artesanato nacional. A secretária de Estado explicou que a ideia é que cada uma das regiões tenha oportunidade de mostrar ao público daquela que é a maior conferência de empreendedorismo e inovação da Europa, o que tem de melhor”.

“Aproveitando este momento tecnológico, resolvemos dar espaço à artista Joana Vasconcelos para inaugurar uma peça de arte pública, o Galo Pop. O que Joana Vasconcelos fez foi aproveitar a tradição do nosso tão conhecido Galo de Barcelos e transformá-lo num galo tecnológico, com 10 metros de altura, construído com azulejos, e que, à noite, ficará iluminado com luzes Led. De dia é uma coisa, à noite outra”, explicou Ana Mendes Godinho ao Observador.

A ideia é aproveitar aquele que é “um dos símbolos de Portugal” para afirmar o país como “muito inovador e muito tecnológico”, explicou a secretária de Estado. “Neste momento, a inovação está a colocar Portugal no mundo”, acrescentou. Sobre o impacto que o evento pode ter no turismo do país, a governante diz “que as pessoas que vão estar cá serão as principais promotoras do que é Portugal hoje”.

Temos de garantir que conseguimos mostrar a dinâmica do ecossistema que se está a viver em Portugal, que seja uma forma de posicionar o país e dar-lhe visibilidade. É uma forma de mostrar a estas pessoas que Portugal é um sítio ótimo não só para visitar, mas também para trabalhar, para investir. Na era da tecnologia, não importa onde as pessoas vivem. Temos muitos fatores para que as pessoas gostem de viver cá, como a qualidade de vida, segurança, clima, relação entre qualidade e preço”, afirmou Ana Mendes Godinho.

“País tem mostrado capacidade de se reinventar”

A secretária de Estado do Turismo sublinhou que o país está a tornar-se “num polo de empreendedorismo e inovação e a afirmar-se como um destino de startupse que é preciso criar condições para que o ecossistema cresça. Para que isso aconteça, é igualmente preciso que estes novos negócios sejam criados por pessoas que querem vir trabalhar em Portugal.

Sobre se o país tem capacidade para tamanho alarido, diz que “não podemos ter medo do crescimento“, que o país tem “mostrado capacidade de se reinventar” e demonstra-o com o número de empresas de animação turística que surgiram nos últimos anos. Em 2005, existiam 56 empresas deste tipo em Portugal. Hoje, existem 3.062. “Temos de dar espaço à inovação. Estas empresas são as que nos têm permitido reposicionar e dar uma imagem diferente de Portugal”, diz a governante.

Não acho que o crescimento seja um perigo. Tem é de ser cada vez mais um crescimento criativo. Temos de ter cada vez mais a capacidade de construir ofertas e pretextos para que as pessoas descubram Portugal ao longo do ano. Temos muitíssimo para crescer”, disse.

A inauguração do Pop Galo vai ocorrer a 6 de novembro, pelas 17 horas, na Ribeira das Naus, em Lisboa, e contará com a presença do Primeiro-Ministro António Costa. Dois dias depois, começam as Sunset Summit. O espaço por debaixo da pala do Pavilhão, onde vão decorrer os concertos, vai ter uma reservada aos participantes da Web Summit e outra para quem não tem bilhete. E ai ser possível assistir ao que se estiver a passar em cinco palcos do evento, através de uma projeção de vídeo em tempo real (live streaming).

Além das iniciativas no local, o Governo vai promover um concurso de fotografia no site www.websummit.visitportugal.com, utilizando as hashtags #illBeBackPortugal e #websummit2016. O vencedor da iniciativa ganha uma viagem a Portugal em 2017 (com voo e duas noites de alojamento incluídas num hotel de 4 ou 5 estrelas, em Portugal). O valor que o Governo investiu nas Sunset Summit não foi revelado.

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