Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão estar em greve a partir de 16 de novembro por tempo indeterminado, uma contestação pela desatualização da carreira e pelo impasse das negociações com o Ministério da Saúde.

Em comunicado hoje divulgado, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica avisam que só suspendem a greve agora decretada se todo o processo negocial com o Governo ficar concluído.

O sindicato — que representa 22 profissões- diz que são “os únicos profissionais de saúde licenciados, cuja carreira está desatualizada há dezasseis anos, provocando perdas salariais insustentáveis”.

A desatualização da carreira, a falta de políticas de empregabilidade e as 40 horas de trabalho sem diferenciação salarial têm sido os principais motivos de contestação destes sindicalistas.

Há um mês, o Sindicato chegou a ter convocada uma greve nacional de cinco dias, que depois acabou por desmarcar na sequência de um compromisso assumido pelo Governo.

Na sequência desse compromisso, os representantes sindicais reuniram com o Governo no dia 12 de outubro e estabelecerem um prazo de 10 dias para a conclusão do processo negocial, o que não ocorreu.

“Mesmo que o Governo queira negociar nos próximos dias, não será suspensa a greve agora decretada sem que todo o processo negocial fique concluído”, refere o Sindicato na nota enviada à agência Lusa.

A greve por tempo indeterminado que se inicia a 16 de novembro poderá afetar áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia ou a cardiopneumologia.

Os técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica estão constituídos em 22 profissões num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde.