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Guião para "escapar" a crimes de ódio contra mulheres que usam hijab

Este artigo tem mais de 4 anos

Os crimes de ódio aos muçulmanos e outras minorias são cada vez mais frequentes e o medo instala-se. Mas Zaineb Abdulla, de 24 anos, mostra algumas técnicas de auto-defesa às mulheres que usam hijab.

Crimes de ódio viraram moda e, por sua vez, a arte da auto-defesa é cada vez mais procurada como forma de proteção
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Crimes de ódio viraram moda e, por sua vez, a arte da auto-defesa é cada vez mais procurada como forma de proteção

Getty Images

Crimes de ódio viraram moda e, por sua vez, a arte da auto-defesa é cada vez mais procurada como forma de proteção

Getty Images

Já não é a primeira vez que se fala das possíveis consequências que a eleição de Donald Trump podem ter no futuro das minorias, em particular, de muçulmanos. O medo de que os seus discursos tenham inflamado os mais fanáticos e radicais é cada vez maior, por isso mesmo, uma mulher decidiu criar um guia que ajuda, passo-a-passo, a superar possíveis ataques, avança a Quartz.

Aliás, segundo a Southern Poverty Law Center, 701 relatos de crimes de ódio às minorias foram relatados, desde o dia da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos da América, 8 de novembro, até dia 18 de novembro, portanto, em apenas dez dias.

As mulheres muçulmanas, que usam hijab (ou véu islâmico) têm sido alvo de ataques. De acordo com o Quartz, um estudante universitário descreveu mesmo um episódio onde um agressor não só puxou o hijab de uma mulher, como também a tentou sufocar.

Zaineb Abdulla, de 24 anos, é a vice presidente da Organização sem fundos “Alma do planeta surdo” – traduzido à letra – que se caracteriza por ser uma organização de ajuda a surdos e deficientes auditivos. No entanto, Zaineb é, também ela, muçulmana e, por sua vez, usa hijab, o que levou a que muitas mulheres fossem ter consigo para pedir ajuda sobre o tema.

Na sua instituição em Chicago, Zaineb já estaria a dar seminários de ajuda e auto-defesa a mulheres, mas, devido à eleição de Trump e seu crescente ódio para com os muçulmanos, surgiu a necessidade de fazer algo mais. Esse mais foi um seminário de duas horas com um ‘kit’ de sobrevivência contra o ódio. Para tal, Abdulla associou-se a um professor de artes marciais para ensinar às mulheres a responderem a possíveis ataques.

Na sua página oficial de Facebook, a mulher postou um vídeo com técnicas capazes de fazer parar qualquer atacante. O vídeo conta já com quase quatro milhões de visualizações.

Na entrevista que dá à revista explica que o seu objetivo é encorajar as mulheres para que não tenham medo ou se sintam indefesas: “eu estava farta de ouvir relatos de mulheres que são atacadas, ou que vêm os seus véus arrancados à força”.

Mas desengane-se se pensa que Abdulla é um caso isolado. A procura de centros que ensinem a arte da auto-defesa tem crescido desde a eleição de Trump. Também o popular site MuslimGirl, lançou recentemente um serviço mensal para a segurança das mulheres muçulmanas, que inclui o envio de spray de gás de pimenta e um manual de dicas de segurança.

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