Tecnologia

Análise. Auriculares sem fios ASUS Clique H10: um bom som com um toque de madeira

A tecnologia sem fios começa a estar cada vez mais presente nos equipamentos de som. Fizemos o teste ao H10 da ASUS, uns auriculares que valem 4 estrelas pela relação qualidade preço.

MICHAEL M. MATIAS / OBSERVADOR

Autor
  • Miguel Videira Rodrigues

Já dizia Fernando Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, mas poucas vezes esta frase faz sentido numa análise tecnológica. Por isso os Clique H10 são uma pequena grande surpresa já que, no primeiro contacto, estranhamos o peso anormalmente elevado para este tipo de dispositivo – e por ser preciso algum hábito até que eles se tornem confortáveis no ouvido. Depois de duas ou três utilizações, estes auriculares sem fios tornam-se bastante cómodos e muito eficazes a isolar o som em redor.

Especificações técnicas

Os auscultadores contam com drivers de 5,8mm e tecnologia aptX – capaz de proporcionar uma melhor qualidade de som com baixa distorção. São feitos de alumínio e passam por um processo de anodização para impedir a corrosão do alumínio e proteger melhor o cabo, possuindo ainda um acabamento em madeira em cada auricular.

Os Clique H10 não são propriamente pequenos, arriscamos até a dizer que são maiores que a média, mas continuam a ter um tamanho reduzido sem comprometer nenhuma das funcionalidades. A caixa traz borrachas de três tamanhos diferentes, para permitir uma adaptação à medida de cada um.

Dentro do auricular esquerdo encontramos o leitor NFC que permite o emparelhamento com qualquer dispositivo compatível com esta tecnologia (ou seja, por exemplo, o iPhone só se consegue ligar por bluetooth). No auricular direito, debaixo da tampa de madeira, encontramos a porta micro USB, que permite o carregamento da bateria dos auriculares.

Cada carga permite ouvir mais de cinco horas seguidas de música e consegue manter o aparelho em stand by por cerca de 260 horas. Durante o teste, com aproximadamente 40 minutos diários a reproduzir música, uma carga deu quase para toda a semana.

Clique H10, fones, tecnologia, tecno, 2016, miguel rodrigues,

Por baixo da tampa exterior do auricular direito podemos encontrar a porta micro USB que permite o carregamento do dispositivo. A porta está bem disfarçada de maneira a que não se consegue perceber que existe algo naquela zona

Todo o equipamento é resistente a poeiras e ao suor, tornando-se um bom companheiro para as corridas. Mais perto do auricular direito encontram-se as teclas de controlo – volume, microfone, play/pausa e ligar/desligar.

Os Clique H10 permitem emparelhar dois dispositivos em simultâneo, evitando assim a necessidade de estar constantemente a trocar a ligação nos casos em que, por exemplo, utilizamos dois smartphones no dia a dia.

Como foi utilizar os Clique H10

O emparelhamento com o Android foi extremamente fácil, bastou passar o auricular esquerdo na traseira do smartphone e apareceu logo o aviso de ligação, a partir deste passo bastava ligar os auriculares e o bluetooth do telemóvel que, em dois segundos, estava tudo pronto a ser utilizado . Todo o processo é acompanhado por uma voz que vai indicando os estados do dispositivo (“Power ON”, “Connected” e “Low Battery” são alguns dos avisos que podemos ouvir).

Para os colocar corretamente e garantir uma experiência mais agradável, é necessário “enterrar” muito bem os auriculares, assegurando assim uma maior segurança e um melhor isolamento do barulho externo. A experiência pode ser verdadeiramente imersiva, fazendo com que o utilizador se abstraia completamente do mundo à volta.

O som reproduzido, tal como anunciado, tem um bass (grave) bastante forte, conseguindo oferecer um som muito bom e sem distorção. Comparando com os auriculares que acompanham (por defeito) os smartphones das principais marcas, os Clique H10 posicionam-se um ponto acima.

Clique H10, fones, tecnologia, tecno, 2016, miguel rodrigues,

Os controlos são simples e funcionam bem. Estão colocados numa zona a que se torna difícil aceder facilmente sem que caiam, acidentalmente, do ouvido direito

Olhando para o lado mais prático, uma das dificuldades na utilização destes auscultadores deu-se com as golas de algumas roupas, mais propriamente as dos casacos, que acabaram por interferir com o cabo e, por vezes, faziam os auriculares cair dos ouvidos.

Os Clique H10 permitem atender chamadas telefónicas, contudo a experiência não foi a melhor, uma vez que o cabo é reduzido e o microfone acaba por ficar muito afastado da boca, acima do ombro, provocando alguma dificuldade durante as chamadas com a outra pessoa a ouvir-nos um pouco mal, em especial na rua. Dentro de casa ou no escritório não sentimos dificuldades com as chamadas.

Como os controlos ficam numa posição pouco prática, também não é fácil estarmos em movimento e conseguirmos, por exemplo, mudar de música sem que o auricular direito salte do ouvido.

Veredito

Fazendo um apanhado da experiência com os Clique H10 podemos concluir que foi uma experiência positiva. Ao inicio foi um pouco frustrante porque, de facto, estranha-se ter algo tão pesado nos ouvidos, mas em pouco tempo o hábito faz com que nos esqueçamos disso, tal é o isolamento e a qualidade do som.

São muito fáceis de transportar e têm uma apresentação premium, chamando algumas atenções quando os colocamos em cima da mesa. A ligação por NFC é um ponto positivo para utilizadores Android devido à facilidade com que se emparelha os dois dispositivos, basta encostar um ao outro.

Clique H10, fones, tecnologia, tecno, 2016, miguel rodrigues,

Feitos de alumínio e com acabamentos em madeira os H10 têm um design que agradou e prometem ser duradouros

Os Clique H10 têm os seus problemas por resolver, mas o mais importante é que conseguem reproduzir som com uma qualidade elevada, talvez até melhor que alguns auscultadores mais caros e com fios. Considerando os prós e os contras, e neste segmento de preço, justificam-se as 4 estrelas. Pela nossa experiência, o que os penaliza é a baixa prestação na execução de chamadas.

O custo dos Clique H10 da ASUS é de 99€ em Portugal e, é como a marca os descreve: “Petite Yet Sensational” (Pequeno mas sensacional).

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Texto de Miguel Videira Rodrigues, fotografia de Michael Matias.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)