Os guardas-prisionais portugueses têm ordens para apenas atingir com balas de borracha os drones que sejam avistados a sobrevoar as prisões, escreve este domingo o Jornal de Notícias. Segundo o jornal, um documento aprovado em dezembro pelo diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, foi afixado nas cadeias nacionais para informar os guardas de um conjunto de procedimentos.

No documento, lê-se que estes aparelhos podem servir para introduzir armas nos estabelecimentos prisionais ou para captar imagens úteis para a fuga de reclusos. Para evitar a entrada destes aparelhos, Celso Manata recomenda um controlo contínuo do espaço aéreo das prisões.

Caso um drone seja avistado a sobrevoar uma cadeia, a primeira ordem é para seguir o aparelho de forma permanente. De seguida, deve ser lida uma mensagem através de um megafone. “A aeronave está a sobrevoar espaço aéreo restrito e por motivos de segurança deve ser imediatamente retirada deste local. O não cumprimento desta ordem obriga à adoção das medidas necessárias e adequadas a garantir a segurança do estabelecimento prisional”, deverá dizer um guarda, segundo o documento citado pelo JN.

Neste momento, todos os reclusos devem ser retirados dos espaços a céu aberto e encaminhados para locais fechados do estabelecimento prisional, e o espaço em redor da cadeia deve ser vigiado para ser encontrado o operador do drone. Só depois de todos estes procedimentos é que os guardas poderão disparar sobre o aparelho, mas apenas com balas de borracha, conclui o documento.