Rádio Observador

Ongoing

Grupo americano resgata antigo negócio da Ongoing: “Houve erros por todos os lados”

Grupo americano recuperou a Heidrick & Struggles, um dos negócios que fazia parte do universo Ongoing, agora em insolvência, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora. E não os poupa a críticas.

Em Portugal, a consultora Heidrick & Struggles era liderada por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora.

© Hugo Amaral/Observador

Era um dos negócios do universo Ongoing, gerido por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora. Mas, em junho do ano passado, o grupo americano decidiu não renovar o contrato de franchising com a HS Consultores de Gestão, detida pela falida Ongoing Strategy Investment, e resgatou a atividade da consultora Heidrick & Struggles (H&S) em Portugal. A empresa especialista em recrutamento de executivos voltou assim a ser orientada pela casa-mãe.

Em entrevista ao Jornal de Negócios — a primeira desde que a gestão da H&S passou para as mãos dos norte-americanos — o novo líder da consultora em Portugal, o italiano Stefano Salvatore, explica mudança e deixa mudanças à anterior liderança. Garante que agora é tudo “absolutamente novo” e que nenhum dos antigos consultores continua envolvido no projeto. Até porque, acusa, “houve erros por todo o lado”. E, reforça, “sabíamos que, claramente, os antigos sócios tinham há muito outros interesses”.

Definindo a transição da gestão como um processo “totalmente amigável”, Salvatore disse que foram vários os motivos que levaram a que o contrato com a HS Consultores de Gestão não fosse renovado, incluindo “os contratos que tínhamos com o grupo anterior, que estava mais interessado noutro tipo de atividades”, disse ao Jornal de Negócios, esclarecendo que era claro que havia “muito outros interesses e atividades e o foco do negócio já não era a H&S e a nossa atividade core”. Além disso, nunca deixou de haver um “verdadeiro interesse em voltar a ter aqui uma presença corporativa”.

Como o contrato estava a terminar, achámos que a maneira mais adequada, mais limpa e o melhor para todos era não continuarmos.”

Apesar de admitir que “houve erros por todo o lado”, Salvatore garantiu que a Heidrick & Struggles ainda “é reconhecida a nível mundial”. “A marca ainda tem prestígio e reconhecimento, especialmente pelo trabalho feito a nível internacional para muitos clientes daqui.”

“O que temos agora é absolutamente tudo novo”

Garantindo que tudo na empresa é agora “absolutamente novo”, Stefano Salvatore confirmou que “nem o Rafael Mora nem o Nuno Vasconcellos têm algo a ver com esta nova fase” e que nenhum dos antigos consultores continua envolvido com o projeto. “Houve um período em que a equipa local, por baixo dos sócios anteriores, tinha pessoas muito boas, que estavam a fazer um bom trabalho. Mas nesta mudança também era preciso trazer caras novas”, afirmou.

Mas não foi só isso que ficou para trás. De acordo com o diretor da Heidrick & Struggles, “tudo o que eram propostas ou concursos que tinham a ver com a gestão anterior” foram cancelados. “Cortámos por completo com o passado, com tudo o que era [a H&S] até maio de 2016”, afirmou, acrescentando que foram até retiradas “propostas que já tinham sido apresentadas a determinados clientes. “Agora temos outra visão e outras prioridades no que toca a posicionamento no mercado. Eram propostas que não se encaixavam, não estavam dentro do tipo de negócio que agora a companhia faz a nível mundial”, afirmando, esclarecendo também que “a parte pública sinceramente não é o nosso negócio”.

Atualmente trabalham nos recursos partilhados por Espanha e Portugal perto de 20 pessoas, quando anteriormente a empresa chegou a ter a9 consultores seniores. “No escritório de Lisboa, a tempo inteiro e dedicados aqui, somos quatro”, explicou Salvatore. Mas “a ideia é crescer, claro”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rcipriano@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)