Rádio Observador

Medicina

Adeus, Harrison. Exame de medicina para entrada em especialidade vai ser alterado

1.624

O exame Harrison, usado para os estudantes de Medicina determinarem em que especialidade podem entrar, vai acabar em 2018. A nova proposta vai estar em consulta pública nos próximos 30 dias.

O exame Harrison tem 100 provas, menos 50 do que aquelas que estão previstas na proposta para o novo modelo

Hugo Delgado/LUSA

Em 2018, o exame Harrison vai deixar de ser a única prova que os estudantes de Medicina têm de fazer para saber qual é a sua especialidade. A medida foi anunciada pelo jornal Público, que explica que um grupo de trabalho com que manteve reuniões ao logo de seis meses para chegar a uma avaliação alternativa.

Para já, a nova proposta de avaliação vai estar disponível para consulta pública durante 30 dias. Segundo o Público, este novo modelo — que está sujeito a ser alterado, consoante a receção que tiver e as recomendações que lhe forem feitas nesse período de 30 dias — vai alargar o leque de respostas de 100 para 150 perguntas. Também o tempo para fazer a prova vai ser alargado.

Uma das críticas recorrentemente feitas ao exame de Harrison — assim batizado por se basear exclusivamente no manual de referência Harrison’s Principles of Internal Medicine — é a atenção dada a pormenores estatísticos e detalhes numéricos e a falta de enfoque em casos clínicos. Agora, segundo o coordenador da Comissão Nacional nomeada pelo Ministério da Saúde para a criação da nova prova, António Sarmento, isso tenta ser corrigido. Este responsável refere ao Público que o novo teste assenta mais no “raciocínio clínico que um médico recém-licenciado deverá possuir” e que assim será “mais justo e melhor, tanto para os médicos como para os doentes”.

No novo modelo, segundo António Sarmento, o exame contará com uma bibliografia que irá para lá do livro de Tinsley Harrison (cardiologista norte-americano que morreu em 1978) e será “recomendada uma obra base consensualmente aceite a nível internacional para cada uma das áreas”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jadias@observador.pt
Universidades

Como degradar a formação dos médicos?

Vasco Mendes
331

Todos os anos sai um despacho com o número de ingressos de cada Instituição de Ensino. O Artigo 13.º assombra as Escolas Médicas e, não fosse 13 o número do azar, não estaríamos a contar esta história

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)