Em 1989, quando saiu o Regresso ao Futuro II, a saga protagonizada por Michael J. Fox e Christopher Lloyd, todos pensávamos como seria o mundo a 21 de outubro de 2015, onde se passava o filme. Esse dia chegou e, por mais novidades tecnológicas que tenhamos, não havia aquele skate voador cheio de pinta com que o protagonista Marty McFly fugia ao vilão Biff Tannen e companhia. Hoje, 28 de maior de 2017, na antecâmara da final da Taça de Portugal, percebemos que já não falta assim tanto para os nossos sonhos de miúdos se tornarem realidade.

Como não podemos ter aquele almanaque de resultados do filme que nos permitia saber os futuros campeões nas mais diversas modalidades, contentámo-nos com aquele objeto voador que sobrevoou o Jamor para entregar a bola de jogo ao quarto árbitro, Rui Costa. Todos os presentes (e até quem via o jogo na TV) ficaram fascinados com a novidade. E se lhe pudermos chamar drone, arrasta uma história curiosa envolvendo a final da Taça de Portugal.

Poucos se recordam mas, em 2015, no encontro entre Sporting e Sp. Braga que os leões venceram nos penáltis, a PSP não recorreu ao uso de uma câmara acoplada num drone por motivos de segurança após um parecer negativo da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que, face ao vazio legal que existia sobre o assunto, não encontrou fundamentos legais para a “utilização de uma aeronave não tripulada para a finalidade de vigilância de pessoas”.

No ano passado, na final entre Sp. Braga e FC Porto que os minhotos venceram também no desempate por grandes penalidades, o drone foi uma das novidades da operação de segurança preparada pela PSP, não com o intuito de focar “o indivíduo” mas sim de perceber onde estavam os grandes aglomerados de pessoas e o seu respetivo movimento. Agora, 2017, a história foi bem diferente e continua a ser comentada em força nas redes sociais.

No dia em que Portugal estreava o vídeo-árbitro na decisão de um troféu, as novas tecnologias assumiram outro expoente de novidade. Que, lá fora, tem sido muito referido. Por curiosidade, pela originalidade, pela piada.

Se Robert Zemeckis soubesse como seria o mundo em 2017, o Regresso ao Futuro II seria bem diferente. E com a final da Taça no Jamor a servir de inspiração.