Prossegue a aposta da Lotus na criação de versões dos modelos que compõem a sua gama ainda mais leves, velozes e eficazes, aptas a fazer boa figura em circuito, mas autorizadas a circular na via pública. A mais recente: o Elise Cup 250, que a casa de Hethel define como o seu modelo de quatro cilindros mais focado na desportividade de todos os tempos – e, por associação de ideias, como o melhor Elise de sempre.

Um dos principais trunfos do Elise Cup 250 é o seu reduzido peso. Graças ao recurso a materiais como a fibra de carbono, o titânio ou o alumínio, acusa na balança 884 kg na sua versão standard, ou 860 kg quando equipado com todas as opções destinadas a torná-lo ainda mais leve.

Entre as medidas destinadas a aligeirar o modelo, 14 kg mais leve que o seu predecessor, referência para a bateria de iões de lítio, para as bacquets de competição construídas em carbono, para as ultraleves jantes forjadas e para o óculo traseiro em policarbonato. Para chegar aos 860 kg, estão disponíveis vários elementos em carbono, caso do Carbon Aero Pack (composto pelo splitter dianteiro, pela asa traseira e pelas saias laterais, permite poupar 3,7 kg), do hard-top (-3 kg), do painel de acesso dianteiro (-1,1 kg), das coberturas dos roll-bar montados atrás dos encostos de cabeça (-0,7 kg), da cobertura do motor (-3-3 kg), dos discos de travão de alta performance (-4 kg) e do sistema de escape em titânio (-7 kg).

A animar o Elise Cup 250 está o quatro cilindros de 1,8 litros em alumínio sobrealimentado por um compressor mecânico, aqui capaz de oferecer 246 cv/7.200 rpm e um binário máximo de 250 Nm constante entre as 3.500-5.500 rpm, e dotado de uma sonoridade especialmente trabalhada pelos técnicos da Lotus para tornar a condução ainda mais entusiasmante. A caixa manual de seis velocidades com as engrenagens de comando à vista, estreada no Exige Sport 350, foi optimizada para servir os propósitos deste modelo em concreto, prometendo trocas de mudança ainda mais directas, rápidas e precisas.

Com tudo isto, e uma relação peso/potência de 3,59 kg/cv (3,49 kg/cv na versão de 860 kg), o Elise Cup 250 estará apto a cumprir os 0-100 km/h em 4,3 segundos, e a alcançar uma velocidade máxima de 248 km/h. Para lidar com este potencial, foram operadas várias melhorias no chassi e na carroçaria, desde logo no capítulo aerodinâmico, em que a traseira, o splitter dianteiro e o difusor traseiro (todos de nova concepção) garantem uma downforce de 125 kg a 225 km/h, permitindo curvar mais depressa e aumentando a estabilidade.

Ao mesmo tempo, os pneus Yokohama Advan A048 LTS (de medida 195/50R16 na frente, e 225/45R17atrás) fazem parte do equipamento de série, o mesmo sucedendo com o roll-bar T45 em aço (capaz de incrementar a rigidez estrutural do modelo) e com o sistema de travagem composto por discos ventilados e perfurados, com 288 mm de diâmetro, nas quatro rodas – os dianteiros actuados por pinças AP Racing de duplo pistão, os traseiros por pinças Brembo de um único pistão. As suspensões, por triângulos sobrepostos em ambos os eixos, recorrem a amortecedores Bilstein e a molas Eibach, e contam com um amortecimento mais firme por comparação com as versões Sport e Sprint do Elise (compressão aumentada em 12% na frente e 9% atrás, extensão aumentada em 20% na frente e 30% atrás).

Uma palavra, ainda, para o interior, em que são dignos de menção os revestimentos em Alcantara das bacquets (com costuras contrastantes em amarelo ou vermelho) e dos painéis interiores das portas, os vários elementos em alumínio e carbono e o painel de instrumentos com novo grafismo. Aqui, também estão disponíveis vários componentes opcionais em carbono que permitem reduzir o peso, como as saídas de ventilação (-0,3 kg), a moldura do sistema de climatização (-0,1 kg) e as soleiras das portas (-0,8 kg) – estas últimas facilitando ainda o acesso ao habitáculo, por reduzirem em 10 mm o respectivo perfil.