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Agora que a produção do primeiro hiperdesportivo da Lotus 100% eléctrico, o Evija, com quatro motores e 2000 cv de potência, está a poucos meses de arrancar, tudo indicava que a marca britânica (pertença dos chineses da Geely) tinha abandonado os modelos a gasolina. Sobretudo depois de ter anunciado que iria descontinuar a produção da gama actual, composta pelos Elise, Exige e Evora. Mas eis que o construtor surpreendeu toda a gente ao apresentar o Emira.

Visando um desportivo emocionante mas acessível, substituto do actual Evora, que entre nós monta o seis cilindros de 405 cv e é proposto por valores a partir de 81 mil euros, o Emira também aponta armas a concorrentes como o Porsche 718 Cayman. O novo desportivo da Lotus exibe dimensões similares ao Evora e recorre à mesma plataforma e distância entre eixos.

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O Emira mantém o peso reduzido que sempre caracterizou as criações da Lotus, desde que Colin Chapman concebeu a primeira unidade, recorrendo a uma versão melhorada do chassi de alumínio da marca. A novidade está nas mecânicas, que são duas e podem ser herdadas da Mercedes-AMG ou da Toyota.

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A versão mais barata montará o quatro cilindros 2.0 sobrealimentado que equipa o Mercedes-AMG A35 e que, aqui, deverá fornecer 360 cv, suficiente para anunciar 0-100 km/h em menos de 4,5 segundos. O Emira mais potente recorre aos serviços do 3.5 V6 da Toyota, similar ao que o construtor já montava no Evora. Com a capacidade de gerar 400 cv, será suficiente para levar o Emira para lá dos 290 km/h, deixando para trás os 100 km/h em menos de 4,2 segundos.

O novo Emira chegará ao mercado em 2022 e, até lá, pode ver a apresentação do modelo com a ajuda do ex-piloto de Fórmula 1 Jenson Button.

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