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A líder do CDS, Assunção Cristas, pediu esta segunda-feira a demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e do ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

“Estes ministros não souberam estar à altura das suas responsabilidades”, afirmou Cristas, acrescentando que as demissões “são inevitáveis”. “Sr. primeiro-ministro, volte e demita-os”, pediu Assunção Cristas, aludindo também ao facto de António Costa estar de férias, após ter sido recebida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

Em causa estão o incêndio em Pedrógão Grande, que fez 64 mortos, e o roubo de armamento militar em Tancos. A líder centrista adianta que se está a viver “uma crise de autoridade”, “uma crise de comando” e “uma crise de confiança”, que “só será resolvida com a demissão destes ministros”.

Relativamente à ministra da Administração Interna, a líder do CDS sublinha a falta de respostas e as “versões contraditórias” das entidades tuteladas pelo Ministério de Constança Urbano de Sousa sobre o que se passou em Pedrógão Grande, considerando ainda que “a fita do tempo” dos eventos do fogo “revelam uma descoordenação assustadora”. No caso do ministro da Defesa, Assunção Cristas refere que, apesar de Azeredo Lopes ter “assumido responsabilidade política”, não retirou “qualquer consequência disso”.

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Para a líder centrista, estes dois ministros “fragilizam a confiança que todos temos de ter nas áreas de soberania”. Considera que se quebrou “a confiança que todos temos de ter nas instituições do Estado”, para além de se ter posto em causa “a credibilidade do país”. E sublinha que “não houve qualquer palavra” por parte de António Costa, considerando que o primeiro-ministro “só faz perguntas”, “não dá respostas” e “limita-se a ter curiosidade nas respostas”.

“O Estado falhou e tarda em assumir que falhou”, defende Assunção Cristas, acrescentando que o Governo tem fugido “às suas responsabilidades”.

Assunção Cristas pediu ainda a António Costa para não esperar “pelo fim da dita época de incêndios” para demitir Constança Urbano de Sousa e Azeredo Lopes, porque a “descoordenação não se pode repetir”. “Não espere por mais furtos, evite-os”, acrescentou.