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Cuidado, está quente: Lumni

Este artigo tem mais de 4 anos

Miguel Castro e Silva voltou às lides da alta cozinha no últmo andar do hotel The Lumiares, no Bairro Alto, em Lisboa. O novo restaurante chama-se Lumni e luz é coisa que, de facto, não lhe falta.

9 fotos

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O que interessa saber

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Nome: Lumni
Abriu em: Junho de 2017
Onde fica: The Lumiares, Rua Diário de Notícias, 142 (Bairro Alto), Lisboa
O que é: O regresso de Miguel Castro e Silva à alta cozinha que o celebrizou, em tempos idos, no portuense Bull & Bear.
O que existia ali antes: O restaurante funciona no topo de um hotel que nasce da reabilitação do Palácio dos Condes de Lumiares, construído no século XVI. No rés-do-chão do edifício funcionaram alguns estabelecimentos míticos da cidade, como a cervejaria Germania (que viria a dar origem à Portugália) e, décadas mais tarde, o bar Gingão.
Quem manda: Miguel Castro e Silva foi convidado por um dos responsáveis do hotel, o britânico Peter Lowe. Aceitou esta exploração em parceria com a CERGER.
Quanto custa: Ao jantar, entre 45 e 75€ por pessoa. Ao almoço há menus a partir de 20€.
Uma dica: A esplanada está sempre aberta, mesmo fora do horário de refeições, com uma carta de cocktails e petiscos.
Contacto: 21 116 0210
Horário: O restaurante está aberto todos os dias. Às segundas-feiras só serve os pequenos-almoços do hotel (abertos ao público), das 07h30 às 10h30. De terça a sábado funciona das 07h30 às 00h, em horário contínuo. Ao domingo está aberto das 07h30 às 20h.
Links importantes: Site; Facebook

A história

A história deste Lumni está intimamente ligada à do hotel que o alberga, o The Lumiares. Durante a última década e meia, o antigo palácio dos Condes de Lumiares esteve entaipado à espera de ser transformado em hotel. Primeiro, foi Carlos Saraiva, do extinto grupo CS, a ameaçar fazê-lo. A obra ainda chegou a arrancar mas não foi longe.

As dificuldades financeiras da CS fizeram com que o imóvel ficasse nas mãos do Novo Banco que o vendeu, em 2014, a investidores britânicos. “Conheci um deles, o Peter Lowe, através dos arquitetos que fizeram a obra. E ele engraçou comigo”, conta Miguel Castro e Silva, que se ligou ao projeto em parceria com a Cerger, empresa ligada à área de catering e de concessões de restaurantes, com quem já colabora, por exemplo, na cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian.

“Estou a trabalhar nisto desde fevereiro de 2016, desenhei as cozinhas, defini o conceito, tudo isso”, adianta o chefe. O nome Lumni está relacionado com a luz que o espaço que recebe — que não é pouca — e o respetivo lettering remete para as sete colinas de Lisboa. Mas o envolvimento de Miguel Castro e Silva no The Lumiares não se limita a este restaurante. O hotel vai ter outro espaço de restauração mais informal no piso térreo, virado para a Rua de São Pedro de Alcântara. Vai chamar-se Mercado Café e deverá abrir nos próximos meses.

Há vistas piores para acompanhar uma refeição. (foto: © Jorge Simão)

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O espaço

O restaurante fica no 5º e último piso do hotel. O espaço interior, com cerca de 50 lugares, recebe muita luz, daí o nome do restaurante. Não tanta, porém, como a esplanada no terraço — o tão em voga rooftop –, que duplica a lotação da casa e onde é possível desfrutar de uma carta de cocktails e petiscos ligeiros durante o dia. A cozinha é refinada mas o espaço quer ser informal e chega a exibir uma certa dose de irreverência: não há cá toalhas de mesa para ninguém e às figuras retratadas nos quadros que decoram as paredes foram-lhes acrescentados óculos de sol com armações verdes.

O interior do espaço: apesar da cozinha refinada, pretende-se manter uma certa dose de informalidade. (foto: © Jorge Simão)

A comida

Há algum tempo que Miguel Castro e Silva andava com vontade de voltar a uma cozinha mais refinada, como a que o praticou durante anos no portuense Bull & Bear. Mas ainda não tinha tido condições de a fazer em Lisboa. Agora, com uma cozinha desenhada à medida, pode cumprir esse desejo.

“Inicialmente, pensei em trazer o conceito do Less [restaurante que explora no bar da Gin Loves, no Príncipe Real] para aqui, mas pelo posicionamento do hotel decidimos ir mais além e criar uma marca nova”, conta Castro e Silva. E acrescenta:”Este espaço permite-me brincar, ter uma cozinha mais experimental. É como voltar ao laboratório.”

Miguel Castro e Silva. “A profissão de cozinheiro estava socialmente abaixo do pedreiro”

Ora, como é que isto se reflete na ementa? Para começar, Castro e Silva criou uma carta de entradas que não são para partilhar. “Se se partir um prato destes em três ou em quatro perde todo o efeito”, justifica. Aí encontramos coisas como o tártaro de coração de boi (9€), lulas & batata com dois azeites (11€) ou bacalhau recheado com compota de cebola e Porto com guisado de mãos de vitela (14€).

Este último prato é uma recuperação antiga. “A primeira vez que o fiz, há muitos anos, houve um tipo que escreveu que era um insulto cozinhar com vinho do Porto e misturar bacalhau e mãos de vitela. Hoje é muito mais aceite”, confessa o chefe. A sua ideia é que os clientes possam, através desta primeira parte da carta, construir o seu próprio menu degustação (que também existe já pré-delineado, com oito momentos) por 55€. Na secção de pratos principais encontram-se outras receitas de assinatura de Miguel Castro e Silva, caso do já mítico bacalhau a 80ºC com migas de poejo e hortelã da ribeira (20€) ou o arroz de robalo com amêijoas (25€). Ao almoço, há um menu mais reduzido que permite combinar vários pratos a partir de 20€ por pessoa.

Deste prato, as lulas & batata com dois azeites, houve um pintor que disse a Castro e Silva: “A tua arte é muito bonita mas é efémera. Vou ter de a destruir para comer.” (foto: © Tiago Pais / Observador)

A bebida

Se durante o período de refeições o destaque vai, como não podia deixar de ser, para os vinhos de assinatura de Miguel Castro e Silva — por exemplo aqueles que fez em parceria com a Quinta de Ventozelo, entre outros — fora dele há uma carta de cocktails para explorar devidamente no terraço, que fica aberto em horário contínuo.

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