Universidade Católica

Católica vê “inequívoca recuperação cíclica” na economia

Laboratório de previsões económicas da Católica, o NECEP, prevê um crescimento de 2,7% da economia em 2017, o crescimento mais intenso desde 2000 e superando os 2,5% observados em 2007.

Economistas mais otimistas acerca do crescimento nos próximos anos.

Paulo Spranger

A economia portuguesa deverá fechar o ano de 2017 com um crescimento de 2,7%, prevê o Católica Lisbon Forecasting Lab – NECEP, que melhorou em 0,3 pontos percentuais a previsão anterior, divulgada em abril. A confirmar-se, nota o organismo, será o crescimento mais intenso desde o ano 2000, superando os 2,5% observados em 2007. Os economistas falam numa “inequívoca recuperação“, de cariz cíclico, que também já está a ser visível no investimento.

Três fatores favoráveis ajudam a explicar a aceleração da economia: “o crescimento mais forte da economia na zona euro, os efeitos desfasados da política orçamental do ano passado e, ainda, os sinais claros de recuperação cíclica da economia portuguesa”. Por outro lado, o NECEP sublinha que a previsão de um crescimento de 2,7% está envolta num “grau de incerteza considerável”, porque existem efeitos de calendário, por exemplo, que podem afetar o cálculo do crescimento económico.

“Estas projeções devem ser lidas num contexto de enorme incerteza interna e externa”, alerta o organismo.

Na frente interna, permanecem as dúvidas sobre a solidez da consolidação orçamental e a velocidade de redução da dívida pública num contexto de continuados riscos oriundos do setor financeiro, mas também de resistência do Governo às pressões políticas para abandonar a contenção orçamental.

No plano externo mantêm-se os riscos observados ao longo dos últimos trimestres sobre a reorientação da política económica nos EUA e Reino Unido e as suas consequências para a economia mundial e zona euro. Também o sinal mais claro de normalização da política monetária, quer nos EUA, quer na zona euro, representa um risco acrescido para economias fortemente endividadas como é o caso da portuguesa”.

Uma das melhores notícias para a economia, na ótica do laboratório da Católica, é que o investimento está a recuperar. “O produto trimestral pode regressar aos níveis de 2010 no final do corrente ano. Porém, o investimento está ainda cerca de 30% abaixo dos níveis desse ano, pelo que será necessário observar uma sequência mais forte e longa de crescimento nessa variável para assegurar a solidez económica da atual recuperação”, dizem os economistas.

A previsão da Católica é que o produto interno bruto (PIB) irá crescer 2,1% em 2018 (previsão anterior era 1,9%) e 1,9% em 2019 (previsão anterior era 1,6%). Há muita incerteza em torno (também) destas projeções, mas o NECEP acredita que “a economia portuguesa poderá manter-se durante algum tempo numa situação favorável em que o crescimento tendencial já é superior à média recente, mas mantendo uma trajetória de aceleração contínua“.

Por outro lado, o organismo calcula que o défice das contas públicas caminha para fechar nos 2,1%, o que fica acima dos 1,5% inscritos no Programa de Estabilidade (2017-2021). “Contudo, tal como em 2016, o Governo poderá recorrer a um conjunto de medidas não orçamentadas para cumprir as suas próprias metas nominais”, ressalva o NECEP.

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