Centenas de milhares de clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão passar a pagar comissão de manutenção das contas à ordem, perdendo a isenção que tinham até agora. De acordo com o Público, esta política da administração de Paulo Macedo vai afetar reformados e pensionistas que não pagavam anuidade nem tinham qualquer outra despesa, a partir de 1 de setembro.

Em junho, o presidente da CGD já tinha dado a entender que as regras iam mudar: “O banco público tem cinco milhões de contas. Mas mais de 700 mil clientes da CGD pagam ‘zero’ [pelos serviços]. Isto, sem contar com os serviços mínimos bancários.”

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A CGD já fez cerca de um milhão de comunicações aos clientes a sinalizar estas alterações (embora nem todos os que receberam essas cartas sejam necessariamente afetadas). A partir de 1 de setembro, como noticia o Público, clientes com pensões pequenas — como de invalidez ou que pediram reforma antecipada — vão ter de passar a pagar para ter uma conta à ordem. Das duas uma: ou pagam anuidade ou associam cartão de crédito ou débito à conta, acabando por ter sempre qualquer custo associado. O custo zero acabou para quase toda a gente.

Só mesmo os clientes com mais de 65 anos e uma pensão de reforma inferior a 835,50 euros é que continuam sem pagar pela conta à ordem. Fonte da CGD destaca que esta situação abrange a esmagadora maioria do valor das reformas em Portugal.

Fonte oficial da CGD, explica ao Observador que, “depois deste movimento de ajustamento do preçário, que já aconteceu em toda a banca a operar em Portugal, a Caixa posiciona o seu nível de comissionamento num nível intermédio do mercado português.” A mesma fonte lembra ainda que “quem não puder a mensalidade mais barata que é de 2,5 euros na Conta Caixa S, tem à disposição os Serviços Mínimos Bancários que na Caixa Geral de Depósitos são gratuitos.”

Em 2016, a CGD arrecadou 349,5 milhões de euros em comissões, valor que Paulo Macedo quer aumentar em 100 milhões até 2020.