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Barack Obama

EUA. Obama reage a marcha de extrema-direita com frase de Nelson Mandela

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Se a reação de Donald Trump causou polémica, a de Obama está a tornar-se viral: o ex-presidente usou uma frase de Nelson Mandela para condenar a marcha de extrema-direita deste sábado nos EUA.

Getty Images

Depois da polémica reação de Donald Trump aos protestos de extrema-direita deste fim de semana nos Estados Unidos — Trump está a ser criticado por não condenar diretamente a ideologia dos supremacistas brancos –, o ex-presidente Barack Obama utilizou uma frase icónica de Nelson Mandela para criticar a marcha.

Ninguém nasce com ódio a outra pessoa por causa da sua cor de pele, da sua origem ou da sua religião. As pessoas têm de aprender a odiar. E se podem aprender a odiar, também podem ser ensinadas a amar, pois o amor é mais natural no coração humano do que o seu contrário — Nelson Mandela”, escreveu Barack Obama no Twitter.

Trata-se de uma citação retirada da autobiografia Longo Caminho para a Liberdade, um conjunto de memórias que Mandela começou a escrever quando esteve preso durante o apartheid.

A reação de Barack Obama está a tornar-se viral no Twitter, contando o primeiro tweet já com mais de três milhões de reações.

O fim de semana nos EUA ficou marcado pela realização de uma marcha na cidade de Charlottesville, no estado de Virgínia, em que participaram mais de 6.000 supremacistas brancos, empunhando bandeiras da confederação (um dos principais símbolos do supremacismo branco nos EUA) e até alguns símbolos nazis. A manifestação ganhou contornos mais trágicos quando um carro acelerou sobre uma multidão que protestava contra esta marcha, matando uma mulher de 32 anos.

Donald Trump reagiu à manifestação condenando, “da maneira mais veemente, esta demonstração repugnante de ódio, intolerância e violência de muitos lados. De muitos lados”. “Isto passa-se no nosso país há muito tempo. Não é Donald Trump, não é Barack Obama, passa-se há muito, muito tempo”, acrescentou.

A reação motivou duras críticas ao presidente dos EUA, que foi acusado de não condenar diretamente o supremacismo branco, preferindo criticar a “violência de muitos lados”.

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