O próprio CEO da PSA, grupo que detém a Peugeot, a Citroën e a DS, e que recentemente adquiriu a Opel, é quem recorda que as fábricas da PSA são, hoje em dia, mais produtivas e eficientes que as da Opel.

“As diferenças que eu vi até agora são bastante grandes”, disse Carlos Tavares aos jornalistas, em Frankfurt, já depois de um périplo pelas unidades de produção da Opel em Saragoça, Espanha, e Rüsselsheim, na Alemanha. “As fábricas da PSA são mais produtivas e eficientes que as da Opel”, elaborou o CEO, acrescentando que espera “também encontrar situações em que a Opel seja melhor que a PSA, de forma a que os trabalhadores da PSA possam igualmente aprender”.

Numa altura em que a Opel ainda estava sob a égide da General Motors, um estudo levado a cabo pela empresa LMC Automotive concluiu que a fábrica da Opel em Saragoça trabalhava a cerca de 78% da sua capacidade, ao passo que Rüsselsheim não ultrapassava os 51%. Comparativamente, as fábricas da PSA em Vigo e Sochaux atingiam, respectivamente, os 78% e 83%, enquanto as de Poissy e Mulhouse funcionavam em pleno.

A fábrica de Saragoça, onde é produzido o novo Crossland X, trabalhará a menos de 80% da sua capacidade, segundo um estudo da LMC Automotive

A Opel tem, actualmente, seis fábricas de construção de veículos a funcionar na Europa: Ellesmere Port e Luton, em Inglaterra; Eisenach, na Alemanha; e Gliwice, na Polónia. A estas juntam-se as unidades de produção de motores na Áustria, Alemanha e Hungria.

Segundo os últimos rumores, o futuro de algumas destas fábricas é incerto, até porque a PSA pretende maximizar sinergias e minimizar custos. Nomeadamente, desenvolvendo veículos para todas as marcas, a partir de plataformas partilhadas.

Aliás, fruto dessa intenção, os novos SUV da Opel, o Crossland X e o Grandland X, terão já por base plataformas PSA – as mesmas do Peugeot 2008 e 3008. Confirmado está já também que a próxima geração do Corsa terá plataforma francesa.