A notícia da vulnerabilidade do protocolo de segurança sem fios WPA2, que protege o acesso a redes Wi-Fi, apanhou de surpresa milhares de milhões de internautas em todo o mundo. Na última semana, o “krack” (em português, ataque de instalação de chaves) levou as principais empresas tecnológicas a atualizar os sistemas operativos dos seus produtos.

Todas as redes wi-fi do mundo estão em risco de sofrer um ataque informático

A falha de segurança permite a hackers que partilhem a mesma rede Wi-Fi de outros dispositivos da rede entrar nos computadores. A resposta para combater esta lacuna é simples: atualize o sistema que está a usar (no computador e smartphone). Antes do anúncio desta falha, a Microsoft já se tinha prevenido e, numa atualização de segurança, resolvia a falha no Windows 10. Para já, nem todas as empresas lançaram atualizações — no entanto, a maior parte já o fez.

Outros dispositivos ligados às redes, como impressoras, necessitam também de ser atualizados. O problema é as empresas demorarem a lançar os updates necessários. Até lá, o melhor é utilizar o acesso à Internet por cabo de ethernet em detrimento de redes sem fios, sendo que um hacker só pode utilizar esta lacuna se estiver a utilizar a mesma rede Wi-Fi a que está ligado.

Proteger a rede com um serviço VPN (forma de encriptar o acesso à Internet) tem sido uma das soluções apresentandas para contornar este problema. No entanto, estes serviços — principalmente os gratuitos — não são inteiramente confiáveis. Os fornecedores de VPN podem aceder ao tráfego a que acede.

Resumindo: se tem uma atualização de segurança num dispositivo que usa Wi-Fi e anda a adiar, faça-a.