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Greve

Sindicato fala em “grande adesão” à greve, patrões falam em “impacto residual”

Duas versões sobre greve nas lojas, super e hipermercados: Patrões (APED) falam em "impacto residual" e em "normalidade", enquanto sindicato (CESP) fala em "grande adesão" dos trabalhadores.

JOSÉ COELHO/LUSA

O primeiro dia da greve dos trabalhadores de lojas, super e hipermercados teve “um impacto residual”, decorrendo dentro da “normalidade”, segundo a Associação Portuguesa de Distribuição (APED), enquanto para o sindicato do setor teve “forte adesão”.

Os trabalhadores do retalho iniciaram este sábado uma greve de dois dias, juntando-se ao pessoal dos armazéns, que começou o protesto na sexta-feira. A paralisação, convocada pelos sindicatos da CGTP, tem como objetivo pressionar a APED a evoluir na negociação do contrato coletivo do setor para que se concretizem aumentos salariais, alterações de carreira e regulamentação dos horários de trabalho.

Fonte da APED contactada pela Lusa, pelas 18:15 deste sábado, avançou que o dia correu com “normalidade”, não “havendo alterações aos dados fornecidos no primeiro balanço desta manhã”. “No setor da distribuição registou um impacto residual e não afetou o normal funcionamento das lojas de retalho alimentar e não alimentar que fazem parte da rede dos seus associados”, referiu fonte da APED à agência Lusa.

A associação garantiu ainda estarem “asseguradas todas as condições para que os consumidores portugueses possam aceder a todos os serviços habitualmente prestados nesta época natalícia”. Já da parte do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), a dirigente Isabel Camarinha avançou à Lusa “um balanço muito positivo” da paralisação.

“A paralisação teve uma grande adesão nas cadeias com super e lojas mais pequenas. Temos conhecimento de algumas lojas Minipreço e Lidl de pequena dimensão fechadas, já que há maior dificuldade em fechar uma loja maior porque tem mais empregados”, explicou.

A dirigente explicou que existe “um grande descontentamento dos trabalhadores com o contrato de trabalho” e daí que tenham aderido à greve. Isabel Camarinha acrescentou que no domingo, véspera de Natal, a “adesão será maior”, salientando que os trabalhadores não podendo fazer greve durante os dois dias por perda do dia de retribuição, alguns optaram por dia 24, “já que há muitos anos que não passam o dia com os amigos e família”.

Na sexta-feira os trabalhadores dos armazéns e da logística do Lidl, Minipreço, Jerónimo Martins e Sonae estiveram em greve (começaram um dia mais cedo do que os trabalhadores de loja) e concentraram-se junto às respetivas empresas. As empresas associadas da APED empregam 111 mil trabalhadores.

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