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EDP. Renda do contador pode custar até mais 35% na fatura

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EDP Comercial informou que aumentos no preço da luz não vão ultrapassar 2,5% em 2018. Já os custos diários associados aos contadores têm outras contas: podem aumentar até 35%, avisa a Deco.

Antonio Cotrim/LUSA

A Deco alertou esta quinta-feira os consumidores para a necessidade de compararem os preços da eletricidade no mercado livre e terem atenção às várias componentes da fatura, que podem fazer subir o valor a pagar. É que apesar de a EDP ter anunciado que os aumentos no preço da eletricidade, a partir do próximo dia 18 de janeiro, não devem ultrapassar a média de 2,5%, o preço cobrado pelo aluguer dos contadores de luz revela outros números.

Até 35% mais por dia é quanto a parcela relativa a estas rendas do contador — que nas faturas aparecem sob a designação de potência contratada, que pode variar entre 1,15 Kva e 41,4 Kva — podem aumentar, avisa a associação de defesa do consumidor. Outro exemplo: para uma potência contratada de 6,9 Kva, o aluguer do contador custa atualmente 0,3063 euros por dia e passará a custar 0,3794 euros em 2018, o que equivale a um aumento de cerca de 19% nesta componente da fatura.

Em resposta à Lusa sobre a atualização de preços que começou a ser comunicada aos clientes pela EDP Comercial (mercado livre), a jurista da Deco, Carolina Gouveia, explicou que os valores de descida anunciados publicamente dizem respeito ao mercado regulado e que a maior parte dos consumidores estão já no mercado livre, onde os preços podem subir.

É preciso distinguir o mercado regulado, que vai ter uma descida de preços, que foi anunciada, e onde as tarifas são totalmente reguladas pela ERSE (entidade reguladora), do mercado livre, onde os comercializadores têm a liberdade para estabelecer os preços”, explicou.

Questionada sobre os valores que estão a ser comunicados aos clientes do mercado livre pela EDP Comercial — que apontam para ligeiras reduções nos consumos e, nalguns casos, para aumentos no valor a pagar pela potência contratada que podem chegar aos 35%, a especialista alertou: “É preciso ter atenção às várias componentes da fatura e comparar para ver o que é mais adaptado a cada caso”.

A descida que pode ser sentida no mercado livre diz respeito apenas à tarifa de acesso às redes, que é uma pequena componente do que se paga no final”, explicou Carolina Gouveia, sublinhando que “os comercializadores no mercado livre têm liberdade para definir os preços e as empresas podem estar a alterar os preços para cima, em vez de ser para baixo”.

“Neste caso, os consumidores que queiram fazer a avaliação da sua fatura e da tarifa adequada devem fazer uma simulação, usando para isso os simuladores da Deco, da ERSE (Entidade Reguladora) ou da ADENE — Agência para a Energia”, aconselha Carolina Gouveia.

“Com a fatura na mão, e vendo o consumo, os consumidores colocam os dados e procuram qual o comercializador com as tarifas mais adequadas para si e com o valor mais baixo”, acrescentou a especialista, lembrando ainda que, a partir de janeiro, os comercializadores do mercado livre vão poder disponibilizar um tarifário diferente, equiparado ao do mercado regulado.

Não é obrigatório ter este tarifário, é uma possibilidade, mas se o consumidor perguntar ao seu comercializador e este tarifário não for disponibilizado, pode-se mudar e fazer novamente contrato com o mercado regulado, se chegar à conclusão de que é o mais adequado para si”, acrescentou.

O essencial, segundo a Deco, é “não tomar decisões precipitadas, procurar sempre fazer uma simulação para cada caso e encontrar a tarifa mais adequada”.

A Deco aconselha ainda os consumidores a verificarem se estão a pagar uma potência contratada elevada demais para o seu caso: “Posso ter uma casa em Lisboa, onde habito na maior parte do tempo, com uma tarifa de uma empresa que é mais barata, e uma segunda habitação, no Alentejo ou Algarve, por exemplo, com outra empresa a apresentar tarifas mais baratas para este caso”.

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