Turismo

Metade das receitas turísticas em 2017 foi alcançada em época baixa

De acordo com a secretária de Estado do Turismo, o ano de "2017 foi de facto histórico pelo crescimento das receitas" e porque se conseguiu ultrapassar o mito da sazonalidade.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Metade das receitas turísticas nacionais foram arrecadadas em época baixa durante 2017, o que demonstra que é possível ultrapassar o “mito da sazonalidade” turística em Portugal, disse esta quarta-feira, em Fátima, a secretária de Estado do Turismo.

O ano de “2017 foi de facto histórico pelo crescimento das receitas, com um crescimento de 19,4%, mas principalmente porque conseguimos todos demonstrar que há mitos que é possível ultrapassar, nomeadamente o mito da sazonalidade”, afirmou aos jornalistas Ana Mendes Godinho.

Em declarações à margem de um seminário promovido pela Associação Empresarial Ourém — Fátima (ACISO), a governante disse que os dados disponíveis até final de outubro apontam para que 50% das receitas turísticas em 2017 tenham sido produzidas “nos meses de época baixa”, o que prova que “é possível trabalhar para alargar a atividade ao longo de todo o ano”.

Mas tivemos também a atividade turística a alastrar ao longo de todo o território. Tem sido essa a nossa preocupação, garantir que alargamos a atividade turística ao longo de todo o ano e a todo o território”, reafirmou Ana Mendes Godinho.

A secretária de Estado sustentou que o turismo religioso tem sido “fundamental” na estratégia de garantir atratividade a todo o país, destacando o ano de 2017 na Cova da Iria — com a visita do papa Francisco e as comemorações do Centenário das Aparições — que permitiu “afirmar cada vez mais internacionalmente Fátima como um destino turístico de referência” e atingir mercados onde Portugal não conseguia chegar, como a Coreia do Sul ou as Filipinas e outros destinos como a Polónia, Itália, EUA ou Brasil.

“Fátima ser também um instrumento de promoção de Portugal nestes destinos e ser também um símbolo de Portugal como um país tolerante, aberto a todos, ecuménico, é um sinal político deste país que consegue ligar continentes e ser um país aberto ao mundo”, argumentou.

Questionada sobre se ao nível de turismo religioso, o ano passado não foi um fenómeno isolado, fruto da visita papal, Ana Mendes Godinho respondeu que, em 2017 em Fátima, o turismo “aconteceu durante todo o ano”.

Não aconteceu só durante a visita do papa, aconteceu durante todo o ano porque também houve atividades e capacidade de criar eventos que trouxessem as pessoas aqui. O que temos de perspetivas para 2018 é que esta tendência chegou para ficar”, frisou a secretária de Estado.

Intervindo na sessão, Domingos Neves, presidente da ACISO, considerou que 2017 foi um ano “excecional para Fátima, por via do Centenário e da visita do papa”, estimando que o santuário da Cova da Iria tenha ultrapassado os oito milhões de visitantes. Domingos Neves estimou ainda que o número de dormidas, o ano passado, nos 71 estabelecimentos hoteleiros da cidade atinja 1,1 milhões, mais cerca de 300 mil do que em 2016.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Finanças Públicas

Como evitar um 4º resgate? /premium

Paulo Trigo Pereira

Portugal necessita de mais doze anos (três legislaturas completas) de crescimento económico e de finanças públicas quase equilibradas para sair da zona de risco financeiro em que ainda se encontra.

Brexit

Boris Johnson /premium

João Marques de Almeida

Em Londres, só um louco ou um suicida é que defenderiam o acordo assinado com a União Europeia. Resta saber se os líderes europeus terão a lucidez de reconhecer o evidente: o acordo que existe morreu.

Ambiente

A onda verde na UE e os nacionalismos

Inês Pina

Se hoje reduzíssemos as emissões de CO2 a zero já não impedíamos a subida de dois graus centígrados. E estes “míseros” dois graus vão conduzir ao fim das calotas polares e à subida do nível do mar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)