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Facebook

Facebook proíbe publicidade a criptomoedas

A rede social anunciou uma mudança drástica na sua política de publicidade e vai proibir os anúncios a criptomoedas, serviços que são "frequentemente associados a práticas promocionais enganosas".

SASCHA STEINBACH/EPA

A rede social Facebook anunciou esta terça-feira que vai banir os anúncios a criptomoedas nas suas plataformas. Numa publicação sobre a nova política de anúncios, lê-se que “a publicidade enganosa não tem lugar no Facebook“.

Criámos uma nova política que proíbe anúncios que promovam produtos e serviços financeiros que são frequentemente associados com práticas promocionais enganosas, como opções binárias, ofertas iniciais de moedas e criptomoedas”, lê-se na mensagem.

Segundo o diretor de produtos da empresa, Rob Leathern, que assina a mensagem, “há muitas empresas que estão a anunciar opções binárias, ofertas iniciais de moedas e criptomoedas que não atuam de boa-fé”. Por isso, a política de publicidade será “intencionalmente abrangente” enquanto a empresa trabalha para desenvolver uma forma de “melhor detetar práticas publicitárias enganosas”.

A opção do Facebook surge numa altura em que a popularidade das criptomoedas — como a Bitcoin ou o Ethereum — está a crescer, devido à grande valorização, mas em que também vão sendo conhecidos vários casos de utilização criminosa destes recursos. Algumas moedas são usadas frequentemente para atividades de tráfico ilegal através da Internet.

Ainda esta semana foi conhecido o caso de uma startup que lançou uma angariação de fundos em criptomoedas, conseguindo angariar 11 dólares. Dias depois, a empresa desapareceu misteriosamente, bem como o dinheiro de quem investiu — em criptomoedas.

“Queremos que as pessoas continuem a descobrir e a saber mais sobre novos produtos através do Facebook, sem medo de esquemas ou de ser enganados”, escreve Rob Leathern, sublinhando que a aplicação da nova política de publicidade vai desde já ser aplicada nas plataformas da empresa, como o Facebook e o Instagram.

Artigo corrigido às 10h58. A empresa Prodeum angariou 11 dólares e não 11 milhões de dólares, como escrito anteriormente.

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