Se, em Genebra, um dos mais importantes anúncios que Harald Krüger fez foi que o BMW i4 iria mesmo avançar, partindo da base do BMW i Vision Dynamics, o encontro anual com a imprensa para a apresentação dos resultados financeiros do Grupo BMW, trouxe mais novidades a este respeito. No domínio estético, no plano técnico e na data de chegada ao mercado.

No que diz respeito ao estilo, a fasquia foi colocada bem alto, já que o CEO da BMW adianta que a versão de produção do i4 será alvo de muito poucas mexidas face ao protótipo apresentado no Salão de Frankfurt de 2017, há cerca de seis meses. E, só isso, é prometedor.

Mas as promessas de Krüger não se ficam por aqui. Quando questionado pelos jornalistas acerca da autonomia esperada para o coupé de quatro portas eléctrico, o CEO  não hesitou em realçar a sofisticação da quinta geração da tecnologia eDrive, capaz de cifras entre os 550 e os 700 km. “São números que conseguiremos para o BMW i4”, disse. Valores que só se podem decorrer de uma avançada tecnologia de baterias, como aquela em que a marca bávara está a desenvolver.

BMW promete baterias para durar 15 anos (ou mais)

Quanto ao lançamento do BMW i4, Harald Krüger escusou-se a avançar uma data concreta, mas lá deixou escapar que será algures por volta de 2020, com a garantia de que o eléctrico será produzido na Alemanha. Tal como acontecerá também com o iNEXT.

Para este ano, podemos esperar a revelação do protótipo do “primeiro BMW totalmente eléctrico”, o iX3, que também será produzido em série. A par disso, o construtor de Munique antecipa 20 novidades, entre novos modelos ou actualizações, naquilo que Krüger classifica como a “a maior ofensiva de produto” na história da marca.