Saúde

Hospital de São João. Crianças fazem quimioterapia nos corredores

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Incentivados pelos profissionais de saúde, três famílias denunciam as condições em que os filhos estão a ser tratados no Hospital de São João, no Porto.

A falta de condições estende-se à unidade do Joãozinho, para onde as crianças são encaminhadas quando têm de ser internadas.

Artur Machado / Global Imagens

A falta de condições em que as crianças com cancro estão a ser tratadas no Hospital de São João estende-se à unidade Joãozinho — para onde os menores são encaminhadas quando têm de ser internados —, e há crianças a fazerem tratamentos de quimioterapia nos corredores. A denúncia é feita pelas famílias dos menores doentes e, segundo dizem ao Jornal de Notícias que avança a notícia, são os próprios profissionais de saúde a incentivá-los a fazer a falar publicamente.

Confrontado com as queixas, fonte oficial da hospital do Porto garante que têm sido feitas melhorias na unidade e que irão continuar a fazer os melhoramentos que começaram há dez anos. No entanto, a construção da nova ala pediátrica está parada há dois anos.

A propósito disso, os pais relembram que há quase dez anos que a unidade Joãozinho funciona em contentores, fora do edifício central. Embora denunciem e se queixem das condições em que os seus filhos recebem tratamentos, os pais são unânimes em aplaudir o comportamento dos profissionais de saúde que, segundo dizem ao JN, tudo fazem para dar o melhor tratamento às crianças.

“As crianças acabam de fazer quimioterapia e têm de partilhar os elevadores com os caixotes de lixo e os carrinhos de limpeza são colocados ao lado dos de comida”, conta Jorge Pires, pai de um adolescente em tratamento, acrescentando ter já enviado vários emails para a administração hospitalar.

Já Patrícia Ferraz, mãe de uma outra criança com doença oncológica, diz que quando os menores precisam de ser internados chegam a esperar quatro e cinco horas por uma ambulância “sem condições higiénicas” que os leve até ao Joãozinho, um percurso que se faz “em alguns minutos”.

Outra mãe, Marlene Pinho, refere que se a situação na zona de quimioterapia no ambulatório “é caótica”, quando é preciso internar as crianças a situção é mil vezes mais grave. “Não se admite que as crianças em isolamento tenham quartos com buracos nas paredes.”

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