Mário Centeno

Centeno diz que receio sobre vulnerabilidade do euro pode voltar se reforma não avançar

Mário Centeno alertou esta quinta-feira que se a janela de oportunidade não for usada a credibilidade política europeia ficará em risco e os receios sobre as vulnerabilidades do euro podem voltar.

MIGUEL A. LOPES/EPA

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo alertou esta quinta-feira que se a janela de oportunidade não for usada a credibilidade política europeia ficará em risco e os receios sobre as vulnerabilidades do euro podem voltar. “Não devemos relaxar-nos com o sucesso das reformas implementadas durante o período de crise; o crescimento económico e uma memória ainda fresca da crise são o enquadramento perfeito para agirmos”, disse Mário Centeno num discurso proferido no Atlantic Council, em Washington.

“Se não usarmos esta janela de oportunidade, a credibilidade política da Europa vai desvanecer ao longo do tempo, e os receios dos mercados sobre a resiliência do euro podem voltar para assombrar-nos”, acrescentou o ministro. Num discurso em que passou em revista as principais conquistas da moeda única europeia desde o seu nascimento, e principalmente desde a crise financeira de 2008 e 2009, Mário Centeno vincou algumas diferenças entre o sistema monetário da União Europeia e dos Estados Unidos, concluindo que as tarefas para o fortalecimento da moeda europeia vão ser tomadas passo a passo, sem recurso a um ‘big bang’.

“As reformas serão acordadas e implementadas gradualmente, seguindo os nossos procedimentos democráticos, porque é assim que a Europa funciona; o euro também foi implementado passo a passo, mas o que é crítico agora é sermos capazes de dar o primeiro passo para o fortalecer”, acrescentou o governante, apresentado como “o responsável pelas finanças europeias”.

“O euro não é só uma moeda, é uma parte essencial do projeto da soberania partilhada, que aproximou os europeus no seguimento da Segunda Guerra Mundial”, argumentou, reconhecendo que a proteção do euro para resistir a futuras crises não está ainda completa. “Uma das nossas principais prioridades é completar a união bancária”, disse Centeno, repetindo a ideia já expressa na quarta-feira, numa intervenção no Centro de Estudos Europeus da Universidade de Harvard, em Boston, e já esta quinta-feira, nos Encontros da Primavera, em Washington.

O reforço da capacidade financeira do Mecanismo Europeu de Estabilidade no capítulo da resolução de bancos, a finalização de uma união dos mercados de capitais e a implementação de seguros para os bancos, para além de um sistema de seguros à escala europeia, foram outras das ideias apresentadas por Centeno no discurso desta tarde no Atlantic Council.

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